Só o cheiro já me deixa ouriçado

Acabo de tirar o primeiro gole. Revigorante como sempre.

Ainda são 14:38, de uma terça feira, mas posso afirmar que o dia foi cansativo e gratificante. Nesse momento estou sentado em uma cafeteria bem gostosa, a qual conheci em meus primeiros momentos nessa cidade sem amor, mas, de certa forma, começo a entender a força motriz que impulsiona essa máquina de amor e ódio.

Confesso que comecei o dia levando um belo presente nos ombros de algum passarinho do parque Vila Lobos, sendo sinal de boa sorte ou não, só percebi o feito quando estava prestes a ser entrevistado por uma firma bem legal daqui. Bom, no fim das contas, tudo correu bem, mas ainda assim, as vezes tem que respirar fundo para não se surtar às 07:30 da manhã.

Meu café já está esfriando.

Clima doido o dessa cidade. Sinto como se a cada amanhecer São Pedro tirasse na sorte o humor meteorológico diário. Algo assim.

Tem umas gotas de chocolate ao lado, algumas até derreteram por conta do calor da xícara. Sem sentido, apesar do bom chocolate.

Mais cedo no metrô, cruzei com uma pessoa que tinha um piercing no dedo. Confesso que não resisti e mandei foto para alguns amigos. Desses, somente um respondeu,  grande companheiro de risadas nas noites frias e que me rendeu ótimas risadas enquanto almoçava. Um beijo Eugene Sirigueijo, cuida desse dedo, hein.

Bom, no momento estou decidindo se peço um expresso de despedida, ou se continuo ouvindo o lixo mainstream que infelizmente compõe o ambiente do lugar.

Reafirmo, hoje o dia foi especialmente gratificante.

 

Escrito ao som de:

Publicidade

Claque

Esses dias estava bem feliz por conta de alguns acontecimentos, e decidi passar em um Starbucks. Bem, decepção define, afinal tudo era um tanto sem graça, além do atendimento que deixou a desejar, porém o mais engraçado é que nesse exato momento voltei a outra unidade da rede. Estou sentado, luz direta sob o celular, me ponho a escrever.

Estava comentando com I., o quando sou patético por criticar tanto esse lugar, sendo que agora, poucos dias depois, estou de volta, gostando. “Ah velho, mas você pode mudar de opinião”, pois é, mas deixa eu explicar, não se trata de mudar de opinião. To aqui sentado, me sentindo uma blogayra de filme, com celular em punho e e nariz empinado, desferindo “canetadas” a torto e a direito. Percebe a diferença? O que me agrada é o ‘mise en scene”, o teatro que existe por trás disso aqui.

Café eu tomo em casa ou em outro canto, aqui eu escrevo e amacio meu ego.

Andando por SP nos últimos dias, fui comer em alguns lugares, e chega a ser engraçado o quanto esse teatro se faz presente em meu ramo de atuação. Já vi cada megalomania dentro de salões de restaurantes, que chega a ser curioso, afinal, já pensou em comer ao lado de uma girafa empalhada? Pois é.

Bom, cada um dá a cartada que lhe convém, enquanto isso caminho por essas ruas observando as pessoas no metrô, sentindo o fedor do Rio Pinheiros e afiando meu olhar para algumas pequenezas que me interessam.

 

Escrito ao som de:

O sumiço.

Esses dias sentei na entrada do metrô.

Estava frio, não vim preparado para esse tipo de coisa,

18:35 metrô da Faria Lima,

Sento, mãos nos bolsos de uma calça surrada, observo.

 

Naquele momento desacelerei, e por alguns minutos vivi

Engraçado,

Sentir-me humano justamente por conta da dor.

O sangue quente faz parecer que aguento de tudo.

 

A vida nesse tipo de lugar te deixa dormente,

Ônibus, trem, metrô, xingamentos, gírias e cigarro.

As vezes para relaxar, um programa sensacionalista.

Tsc, as pessoas desse lugar estão ficando loucas.


Entre uma batalha e outra, existe a calmaria.

Calmaria com gosto de Tylenol.

Do fundo do mar, observo a guerra na superfície,

Junto forças para ir lá e derrubar dois ou três antes de cair.

.

Escrito ao som de:

Ensaio da inconstância 

Hoje cedo acordei e senti falta do sossego

Olho para a frustração que corre por meu corpo

O paraíso não existe, abracei minha sombra

Vivo o emicidio de meus próprios ideais

.

A espera deu a luz a tristeza

Que se fez minha maior companheira

Hoje fujo de casa? Não, é um pulo no abismo

Hoje sou trovão. Sou claridão no céu, fogo no chão 

.

Quero testemunhar minha própria vitória

Histórias e Pringles de cebola fazem de mim o que sou

Pedágios são como pedaços do sol

.

Faço por nós, acima de tudo

Quero encher minha casa, que hoje está vazia

Sinto falta da pequena dose de espresso

Um 220v em mim mesmo.

Minha vida deu mais uma reviravolta, e por meio deste, venho deixar explícito, para qualquer um, as diretrizes que tenho a obrigação de abandonar ou cultivar nesse novo ciclo. Ah, isso foi ideia de I., devo agradecer a ela antes de mais nada.

Ao som da abertura de Chrono Trigger (PS1), venho apresentar minha nova cartilha para os próximos meses/anos.

O que fazer?

  • Não ter medo das pessoas.
  • Exercitar o corpo.
  • Acreditar em mim mesmo.
  • Dormir bem e na hora certa.
  • Trabalhar.
  • Comprar um PC novo.
  • Juntar dinheiro para cursos e tatoos.
  • Conhecer todos os restaurantes que aconoanho (que não são poucos).

O que não fazer?

  • Acordar tarde.
  • Levar o blog como uma obrigação.
  • Ficar em casa o dia todo.
  • Corpo mole.
  • Beber de mais.
  • Fumar.
  • Me deixar abater.

 

WhatsApp Image 2017-10-08 at 01.36.46

Sei que parecem ideias muito simples, e de fato são, mas sabendo como eu mesmo funciono, pretendo dar a liberdade a qualquer seguidor do blog, ou amigo, de me lembrar o que realmente importa, e como devo me portar para alcançar meus objetivos.

Estou saindo de MG em direção à SP, me desejem sorte amigos.

 

Escrito ao som de: Chrono Cross Openin

Pensamentos de uma magrudaga: ensaio para o que está por vir?

Esta tem sido uma noite bem agitada, não no sentido físico, mas sim no emocional da coisa.

Enquanto boa parte dos que me rodeiam no círculo das redes sociais estão levandando ao limite o termo sextou, não saí do aconchego de meu quarto, porém se engana caso pense que tive uma noite morna e sem sal. O que quero dizer, é que em meio a essa madrugada, minha vida foi ensaiando o próximo ato.

Entre conversar com amigos, familiares e namorada, atividades não muito profundas e aulas de filosofia em formato pocket, me sinto mais preparado para o que está por vir. 

Conversando com G., um grande amigo, foi levantada a idéia de que “a calmaria se torna esquisita, quando o caos e desordem são a base da normalidade”, e por mais óbvio que pareça, esse estralo representa muito bem o que vivo hoje. Não me sinto à vontade em largar meus problemas atuais, por mais nocivos que sejam, para me agarrar a esperança de uma nova situação. Confuso? É, eu sei.

Olhar para dentro de si mesmo e encontrar as ferramentas para interpretar o contexto em que está inserido, de fato é muito satisfatório, mesmo quando a resolução do conflito se mostra uma desanimadora.

Minha vida inteira se tratou de um ensaio para o momento que vivo hoje, entretanto me sinto tão preparado quanto um recruta que é mandado para a guerra sem treinamento algum.  O mais engraçado é que não importa a situação e o treinamento, nunca consegui encarar de frente o que me era imposto, passar por cima dos problemas como se não fossem grande coisa.

Veja nossos pais, os meus, os seus, certamente quando éramos mais novos e olhavamos para eles resolvendo todo tipo de problemas e impasses com tanta naturalidade, pensávamos que estava tudo sob controle, afinal eles eram como verdadeiros super-heróis que dormiam no quarto ao lado, mas conforme o tempo passa e começamos a mudar nossa ótica de mundo, passamos para o outro lado da situação, o de quem precisa resolver problemas espinhosos sem perder o rebolado. É cômico pensar que nossos pais já estiveram tão perdidos quanto nós!

Dentro de meu peito existe essa salada de sentimentos, a qual esse texto representa um mero adereço em todo o plano, mas acreditem, faz sentido para quem escreve. Lidar com variáveis que fogem totalmente do meu controle, e com verdadeiras provas de caráter, tem sido minha rotina nos últimos tempos, mas acredito que dias melhores estão por vir. Apesar de parecer um clichê de filme romântico.

Peço desculpas por todo esse nó 🙂

.

Escrito ao som de: Kendrick Lamar – Alright

Saudosismo pamonhístico 

Wonderwall ao telefone, tarde nublada, olho através da janela e me sinto um personagem de “imagens Tumblr”.

Baboseiras à parte, essa tarde tem um clima mais gostoso do que as que vivi durante a última semana. Motivo? Bem, acho que provavelmente é porque me desprendi de alguns problemas e estou ouvindo música desde que acordei.

Parece que esse tempo a sós comigo mesmo, em meio ao caos que me rodeia está sendo bem gostoso de viver, afinal, estou sendo um mero espectador. Divertido pra cara$&#, admito.

Nesse momento vieram me entregar uma pamonha. Engraçado porque qualquer pamonha que eu não esteja envolvido no processo de fabricação, acho extremamente esquisito, afinal lá em casa, meu pai trazia um saco de milho e todos debruçavamos em torno daquele mundo de espigas. Eu odiava quando mais novo, afinal dava muito trabalho, mas hoje quando olho para trás, acho o máximo, afinal era um verdadeiro evento familiar, sabe.

Hoje, morando longe de casa, sinto muita saudades de tudo, até mesmo das partes mais difíceis e trabalhosas. Chega a ser engraçado como as coisas funcionam, afinal bem como às pamonhas, haviam muitas outras situações que me tiravam do sério anos atrás, mas conforme as coisas foram desenvolvendo, comecei a sentir falta ate mesmo de meus problemas do passado. Isso sim que é saudosismo, não acham?

Escrito ao som de: Mama – Blue Jonas

Esses dias têm chovido bastante 

Em frente de casa, bolo de banana à minha esquerda, café à direita e celular em punho, esses últimos dias tem sido no mínimo desgastantes.

Sabe quando você senta, acende um cigarro, respira fundo e se pergunta “por quê?”, pois é, substitua esse cigarro por um café. Eis que estou aqui. Os últimos dias tem sido tão esquisitos que até vídeo do Pondé me peguei assistindo. “Ah, você não gosta do Pondé?”, sinceramente eu nem conheço, mas tenho certa antipatia do cara. Sem julgamentos, ok?

Ontem fiquei sem postar, o que me entristeceu mais ainda, mas se fosse para produzir uma fração de conteúdo com o clima mórbido que me acometera preferi ficar calado, afinal, a própria sabedoria popular certa vez decretou: muito ajuda quem não atrapalha.

Ontem um amigo propôs que tentasse exercitar uma certa blindagem psicológica a qual me explicou. Confesso que concordei com tudo que ele disse, simplesmente porque não havia força dentro de meu corpo para discordar. Tenho certeza que todos já passaram por isso.

“impotência”, por mais bobo que pareça esse termo, de fato ele faz sentido. Lembro que ouvi pela primeira vez em uma aula do Clóvis, sujeito que me agrada aos ouvidos, de forma até meio cômica. O mais engraçado é a forma que ele expõe essa perda ou ganho de potência. Basicamente quando menos potência, menos de você existe dentro de si mesmo, é como se estivesse morto por dentro, sabe? Inclusive esse termo “morto por dentro” parece lema de adolescente chato, estilo os emos em 2005.

Ah, esse texto está meio sem pé nem cabeça, então vou por um meme aqui no final para alegrar a nossa noite de terça. Mais tarde tem Masterchef, que inclusive I. vai me obrigar a assistir. Reclamo mas gosto muito de fazer essas coisas com ela, mesmo à distância.

Vou terminar meu café e segue um meme para  apreciação:

Escrito ao som de: Logic – 1-800-273-8255

O mundo é um moinho

Hoje acordei super tarde, vide último post para ver o motivo, e por alguma razão estou com essa ideia do título impressa em meu ser. Seria a depressão de domingo batendo mais cedo que o de costume?

Bem, não sou um grande conhecedor da música nacional, então não me envergonho de admitir que conheço apenas duas músicas do Cartola, mas ainda assim, sinto que cada uma delas toca de forma muito particular e complementar, dentro desse que vos escreve.

Enquanto fazia meu café, sentia o corpo anestesiado por essa ideia, pensando em quantas vezes já não havia sido vítima dessa força descomunal que o mundo já exercerá contra minhas vontades. Ainda estou me recompondo da última pancada, então esse pensamento faz tanto sentido que chega a entristecer. Afinal né sinto à beira de um abismo, figurativamente claro, onde não faço ideia qual rumo deva tomar.

Estou em frente de casa, meu companheiro de morada está na sala vendo um filme de ‘bang, bang’, precisei cortar a conversa com I. na metade e recusar uma das raras ligações de meu irmão, tudo isso para conseguir pegar no celular e simplesmente colocar pra fora essa melancolia que sobre minha pessoa se abateu.

Dias atrás I. comentará o quanto consigo escrever bem quando estou nesse estado mais melancólico do ser. Confesso que gosto quando as coisas fluem bem, mas odeio ficar nesse estado latente, afinal não faz bem para aqueles que estão a minha volta.

Café acabou e acho melhor buscar outra xícara, na verdade acho que vou buscar a garrafa e aproveitar esse final de tarde. Por vezes devo admitir que a melhor companhia é a de si mesmo, afinal, ajuda a sentir o gosto amargo que as situações vividas deixaram na na boca. As vezes dá até para aprender a apreciar essa sensação, diferenciando as nuances e evitando aquilo que é insuportável.
Escrito ao som de: Cartola – O mundo é um moinho

A bravura desse que vos fala.

Coração é fraco e não aguenta certas provocações!

Estou a cerca de cinco horas maratonando uma série, coisa que faço raramente, que se chama “O Nevoeiro”, e atualmente estou no episódio oito ou nove, perdi até às contas, mas o real motivo de estar escrevendo enquanto observo a luz do sol entrar discretamente pela janela, é porque estou maratonando um gênero que odeio.

Veja bem, odeio produções do gênero de terror, porém adoro uma bom mistério, por isso estou aqui, assistindo à atuações pífias, que infelizmente brotaram de uma boa premissa. É inegável a semelhança que existe entre essa série e Silente Hill, e por saber que O Nevoeiro é uma adaptação do livro de Stephen King, acredito que a franquia de videogames deva ter pego a premissa desta mesma obra.

Confesso que estou um pouco perdido em meus próprios pensamentos por conta da hora que escrevo, mas acabo de lembrar de um fato engraçado. Além de ser péssimo com terror, tenho  medo patológico de sangue, sendo assim qualquer cena que use desde recurso em abundância já consegue me fazer remexer inteiro. Pois bem, o ano era 2012, fui ao cinema de minha pequena cidade, e o filme em cartaz era “Prometeus”, prelúdio do filme Alie: O Oitavo Passageiro, clássico dos anos 80. Pois bem, fui assistir àquele filme com uma namorada da época, e em determinada cena a protagonista precisava fazer um parto de emergência emergemcia sozinha, em uma máquina que só fazia cirurgias abdominais, para tirar um híbrido de alien e humano que crescia em seu útero. Pois é meus amigos, só pela descrição da cena vocês imaginam o nivel. Resultado, um banho de sangue, com direito à protagonista arrancar o monstro de si mesma com as mãos e depois sair correndo daquela aberração que simplesmente cresceu instantaneamente.

Basicamente desmaiei ao ver aquilo! Quando a cena começou, logo senti um negócio ruim na garganta, mas ao ver a quantidade de sangue e como toda a cena fora montada, senti minha pressão cair e a cabeça ficar muito pesada. Foi cerca de um minuto apagado. Tive forças para bater na mão de minha ex, que acabou me socorrendo, mas perdi o final do filme.

Não havia sido a primeira vez que desmaiei vendo cenas que envolviam mutilação, mas aquela foi a pior, sem dúvidas. Até hoje estou criando coragem para assistir a sequência desta franquia que saiu esse ano. Ah, também estou juntando coragem para “It” e “O Babadook”, me desejem sorte, acho.
Escrito ao som: dos pássaros lá fora e o décimo episódio (acho) do Nevoeiro.