distanciamento.

Tem um tempo que venho me sentindo um pouco esquisito e há poucos minutos um amigo perguntou “está achando esquisito estar bem?” (rindo de nervoso), e fiquei me perguntando o porquê de sentir esse comichão esquisito em meus pensamentos, afinal as coisas estão bem, dentro do possível.

Claro, estar bem ou não é um questão de ponto de vista, e no fundo esse relato é sobre isso, mas gosto de tratar tudo como uma espécie de análise do distanciamento. Ao conversar com I. sobre esse texto e a idéias por trás dele, percebi o quando a distância se desdobrou em uma companheira fiel, querendo ou não.

Imagine um tabuleiro, como o de xadrez mesmo, e ali no meio existe um peão sozinho, vendo a sua frente os objetivos e a sua origem atrás, bem como os companheiros, os quais alguns irão trilhar um caminho parecido com o do peão, mas outros simplesmente escolhem outra rota, afinal o jogo é assim. Eventualmente vão se cruzar, mas no fim cada um toma uma rota e um destino. Inclua nessa análise torta a ideia da tomada de decisão, que por vezes é feita sob perspectiva e outras por puro oportunismo.

O ponto é que no fim das contas me vejo entre o antes e o depois, o que um dia fui e o que estou prestes a me tornar, levando comigo a esperança da inconstância, mas também o medo dela, afinal nada está tão ruim que não possa piorar, né?

No final das contas eu também não posso reclamar demais, afinal ainda tenho quem me de suporte, mesmo que poucos, bem como esse espaço para relatar aos que tenham paciência para ler, e às vezes consigo até um lugar para sentar no metrô durante o horário de pico.

É, poderia ser pior.

 

 

Escrito ao som de:

Meu querido castelo

O relógio marca 06:06. Lembro de um tempo em que meus amigos e eu atribuíamos significados para horários de números repetidos. Chega a ser engraçado lembrar do que passou, afinal me sinto enclausurado no passado, tentando fugir para um futuro que me empurra para trás.

Hoje o meu castelo de papel foi atingido por uma forte chuva de frustração, o que me faz imaginar se não seria o caso de dar um ou três passos para trás. Observo as marcas em minhas mãos e parte de mim admite derrota. “Porque continuar com esse orgulho?” perguntaram-me hoje.

Não é orgulho, mas também é.

É difícil explicar, mas acredito que existe uma vontade profunda em se fazer o bem para aqueles que gostamos/admiramos, sendo assim, posso dizer que parte daí a minha persistência. É vontade de sorrir, meu amigo.

Ultimamente venho notado que demoro cada vez mais para dar o primeiro sorriso do dia e, as vezes, esse permanece escondido por mais de vinte/ trinta e tantas horas. Triste, porém necessário? Ainda não tenho essa resposta.

S, F, I, R, V, estou tentando.

J, D, G, as coisas andam meio turvas, é difícil não se deixar abater.

06:22 e continuo ouvindo músicas de jogos que nunca joguei, mas que representam muito bem o refúgio que um dia chamei de meu. Daquela caixa de sapatos cheia de fitas, aquelas 14”, controles japoneses.

Ontem vieram me perguntar, de um jeito bem estranho, como resolvo meus problemas, e isso me deu uma dor de cabeça. Bem, as cobranças continuam e querendo ou não preciso lidar, ou ao menos tentar. O remédio é muito mais amargo do que eu havia imaginado, talvez devesse ter me preparado de forma melhor.

O amanhã, que tecnicamente já é hoje, me aguarda voraz. Tenho que ir, ouvido?

 

 

 

06:50, tchau.

Melancias

Você é como uma daquelas F1000, que vai abarrotada de melancia do interior até a feira.

Lopes, J.

Todas as noites chego em casa: inicio da madrugada, corpo doendo, moral baixa e cabeça fresca. Tomo banho, faço um chá, Earl Grey, meu preferido, pego algo para beliscar e ali enveredo madrugada a dentro, debulhando tudo que vivi nas últimas horas e como devo proceder daquele momento em diante.

O problema desse tipo de rotina é que se abre muito espaço para pensar e sentir, enquanto a parte do ‘viver’ em si, fica um tanto quanto apagada, e acaba sendo adiada para os dias de folga. No meu caso ‘o’ dia de folga.

O viver do dia a dia dói de mais.

A vida durante a ‘semana’ tem muito a ver com deixar de viver. Colocar tudo de lado e simplesmente agir de forma robótica, rápida e eficiente.  Um amigo disse “pense em nossos pais, no quanto eles se dedicaram, lutaram e tiveram que superar os próprios desafios em prol da própria sobrevivência, fugir da real possibilidade da fome. Hoje, você, eu e tantos outros, não temos essas preocupações, não estamos lutando para fugir da fome, ou desamparo, estamos atrás de satisfação por meio da consciência que carregamos”. E completou “imagine nossos pais, sentados em um psicólogo, fazendo o exercício mental de imaginar o quanto aproveitaram a vida e se sentiram pessoalmente realizados. Seria a coisa mais deprimente do mundo”.

Levar as coisas de forma consciente não é fácil e muitas vezes se torna algo doloroso, afinal fica mais difícil não sentir o real peso dos desafios, é como se nada fosse relevado, porém ainda acho que é a forma certa de se levar a vida. É como uma evolução, sabe.

O que me faz voltar ao inicio do texto, àquela parte de ser uma caminhonete que faz transporte improvisado. Veja, cada um de nós carrega um peso, onde dependendo da fase da vida que esteja passando, essa carga é de mais e deixa os eixos tortos, fazendo a viagem mais demorada e penosa. Dá para aguentar, mas tudo fica mais difícil. As vezes algo quebra por conta do esforço, mas não dá pra ficar parado. Ontem eu quebrei, e hoje precisava estar operando, levando minhas melancias. A solução para evitar situações como essa é reforçar os eixos, e para isso cada um lança mão de uma série de medidas.

Geralmente todas as precauções passam por ao menos um desses dois pontos: “amparo” ou “vontade”. Onde muitos buscam forças por meio do amparo na fé, crença ou código moral, e outros se veem tirando forças das próprias vontades, ambições e metas. Particularmente sou um sujeito mais apegado ao segundo tipo de fortalecimento, fazendo disso minha luz particular, que me guia e dá forças para suportar os desafios e roubadas que me meto.

Todos possuem algo que serve de combustível ou blindagem para seguir em frente, eu, você, o amigo que me ajudou ontem, ao qual dedico esse texto, e até mesmo o seu Adamastor, que está ao volante da F1000, todos tem uma luz guia. Entretanto o mais importante é ressaltar que as luzes são trocadas constantemente, até o dia em que se encontra uma que nunca vai apagar.

 

Obrigado J.

 

Escrito ao som de:

Cheiro de pizza, cerveja e a angustia.

Sinto uma espécie de comichão no peito e na cabeça, sinal que preciso escrever um pouco.

Confesso que está um final de tarda maravilhoso, posterior a uma tarde ensolarada e muito bonita aqui em Pinheiros, toca jazz ao fundo e minha cerveja acaba de levar o último gole. 

Não sinto vontade alguma de ir para casa, sabe. Lá é muito monótono e tem sido especialmente entristecedor nos últimos dias, o que chega a ser bem esquisito, dado a forma que enxergo o mundo. Talvez minha visão esteja ficando esverdeada e com marcas d’água.

Esse ano tem sido extremamente inconstante, com mais reviravoltas que novela mexicana. Não que eu esteja me fazendo de vítima, tenho completa noção de meus vacilos. Mas nem em meus maiores sonhos/pesadelos teria imaginado um desenrolar tão intenso. O mais curioso é que mesmo diante de bons presságios, me sinto um tanto quanto paralisado, com medo do ontem virar hoje, sabe.

Não dá pra viver com medo de ir pra frente, eu sei, também não quero dar um seminário motivacional a ninguém, então melhor deixar isso pra lá. Correndo o risco de ser muito repentino, acabou de bater uma puta vontade de escrever sobre café! (rindo). Bom, depois voltamos a conversar.

Acho que preciso de amigos que morem, ao menos, na mesma cidade que eu.

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Escrito ao som: dos carros passando na rua e da música ambiente da Braz Elétrica.

Yaeji: te dedico.

 Tem dias que são feitos para serem vividos de forma mórbida.

Acompanhe comigo, hoje já rolou, preguiça, arrombamento de portão, nervosismo que me deixou com dor de cabeça, empurra empurra, chuva, café bom, ceviche ruim, lugarzinho comfy, bolo do caralho e o dia nem acabou. Ah, teve confirmação de um trampo que sempre sonhei.

Não estou sendo mal agradecido, até porque tenho pessoas maravilhosas ao meu lado, e posso afirmar que elas se fazem presentes em qualidade, não quantidade, afinal continuo comendo sozinho.

Mas poxa, estava aqui pensando. Porque raios ainda estou triste? Ou nessa condição de humor tão ruim?

Talvez seja a vida adulta me abraçando cada vez mais forte, ou o cheiro de chocolate caramelizado, chegando ao ponto de queima, aqui onde estou bebendo meu café. O fato é que já decidi não lutar contra.

Esse texto deve estar meio confuso, mas não é de se estranhar, afinal está tudo meio confuso. Parece que peguei tudo que sinto, coloquei num bowl, tempero com minha ansiedade e estou comendo à colheradas.

Ah, que se f**a também! Dias de chuva nessa cidade me deixam melodramático.
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Ps: geralmente registro os roles que me fazem escrever através do meu Instagram, então se quiserem entender melhor, basta abrir ele @lpdesousa enquanto lê, sempre tem uns stories e afins 🙂

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Escrito ao som de:

Pensamentos de uma magrudaga: ensaio para o que está por vir?

Esta tem sido uma noite bem agitada, não no sentido físico, mas sim no emocional da coisa.

Enquanto boa parte dos que me rodeiam no círculo das redes sociais estão levandando ao limite o termo sextou, não saí do aconchego de meu quarto, porém se engana caso pense que tive uma noite morna e sem sal. O que quero dizer, é que em meio a essa madrugada, minha vida foi ensaiando o próximo ato.

Entre conversar com amigos, familiares e namorada, atividades não muito profundas e aulas de filosofia em formato pocket, me sinto mais preparado para o que está por vir. 

Conversando com G., um grande amigo, foi levantada a idéia de que “a calmaria se torna esquisita, quando o caos e desordem são a base da normalidade”, e por mais óbvio que pareça, esse estralo representa muito bem o que vivo hoje. Não me sinto à vontade em largar meus problemas atuais, por mais nocivos que sejam, para me agarrar a esperança de uma nova situação. Confuso? É, eu sei.

Olhar para dentro de si mesmo e encontrar as ferramentas para interpretar o contexto em que está inserido, de fato é muito satisfatório, mesmo quando a resolução do conflito se mostra uma desanimadora.

Minha vida inteira se tratou de um ensaio para o momento que vivo hoje, entretanto me sinto tão preparado quanto um recruta que é mandado para a guerra sem treinamento algum.  O mais engraçado é que não importa a situação e o treinamento, nunca consegui encarar de frente o que me era imposto, passar por cima dos problemas como se não fossem grande coisa.

Veja nossos pais, os meus, os seus, certamente quando éramos mais novos e olhavamos para eles resolvendo todo tipo de problemas e impasses com tanta naturalidade, pensávamos que estava tudo sob controle, afinal eles eram como verdadeiros super-heróis que dormiam no quarto ao lado, mas conforme o tempo passa e começamos a mudar nossa ótica de mundo, passamos para o outro lado da situação, o de quem precisa resolver problemas espinhosos sem perder o rebolado. É cômico pensar que nossos pais já estiveram tão perdidos quanto nós!

Dentro de meu peito existe essa salada de sentimentos, a qual esse texto representa um mero adereço em todo o plano, mas acreditem, faz sentido para quem escreve. Lidar com variáveis que fogem totalmente do meu controle, e com verdadeiras provas de caráter, tem sido minha rotina nos últimos tempos, mas acredito que dias melhores estão por vir. Apesar de parecer um clichê de filme romântico.

Peço desculpas por todo esse nó 🙂

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Escrito ao som de: Kendrick Lamar – Alright

Memória fotográfica – o escuro

Estava aqui pensando e percebi que já deve ter uma semana que não compartilho alguns de meus registros fotográficos. 

Confesso que dessa vez não tive um grande motivador para escrever, mas somente a vontade de compartilhar algumas fotos que julgo não se encaixarem em meu feed do Instagram.

Certamente essa será a fotografia mais recente desse post. Tirada a cerca de dois meses, se trata do galpão de armazenamento de cachaças de um pequeno produtor da bebida aqui das redondezas da cidade. Desde pequeno fui muito curioso para conhecer os pormenores da pré fabricação de produtos do nosso cotidiano, e por mais que a cachaça não seja minha bebida favorita, achei sensacional conhecer às instalações de mais uma produção da bebida, a primeira conheci no agreste potiguar, cachaça maravilhosa e com certificação orgânica.

Pois bem, na ocasião os três barris estavam cheios, e a fazenda estava terminando de colher a produção atual. O que fui procurar em uma fazenda como essa? Cachaça obviamente! Mas em doses que certamente dariam para lavar as escadas do Pelourinho.

Foto tirada em Setembro de 2017.

Essa segunda não faz muito sentido à primeira vista, mas adoro ela, porque se trata do resumo de uma noite de bebedeira ao lado de grandes amigos. Bem, não preciso entrar nos detalhes mais constrangedores, mas naquela noite de verão de 2016+1, juntei com alguns companheiros e como de costume colocamos os papos em dia. Algo que não mencionei, foi que só vejo esses amigos a cada seis meses ou um ano, durante às férias que cada um tem em suas respectivas faculdades, fora isso mantemos contato por meio de um grupo naquele famoso aplicativo de mensagens, o verde, sabe.

Devo registrar também que possuo uma certa inclinação para às artes incendiárias, bem como um ou dois de meus amigos.

Foto tirada em Janeiro de 2017

Bom, essa última se trata de um momento bem simples, porém de muita importância para esse que vos escreve. Estava junto de meu pai. Confesso que não tenho muitos momentos de pai e filho com ele, afinal o patriarca de minha família possui a jornada de trabalho mais incessante que já tive notícias. Ele adora a frase “é luta, meu filho”.

Sendo luta, ou não, tenho muito carinho por essa imagem, afinal ela me lembra de uma ocasião em que estávamos resolvendo assuntos da fazenda, somente eu, ele, a chuva caindo lá fora e umas músicas bem ruins tocando na rádio da cidade.

Curiosidade, esse registro foi feito na mesma ocasião em que fotografei aqueles projetos de galináceos, que figuraram nesse blog alguns posts atrás.

Foto tirada em Janeiro de 2017

Nossa, começou a chover bastante aqui na cidade, alguns companheiros de trabalho estão debruçados em volta de um celular, provavelmente se divertindo com o famigerado ‘humor zap zap’. Enquanto isso sigo ouvindo minhas músicas enquanto revivo mais algumas memórias em minha pasta de fotografias.

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Escrito ao som de: Nick Cave – O Children

Internet e a Cultura do Videogame

Primeira colaboração do blog 🙂

Hoje mais cedo, gastei umas boas horas jogando CSGO, e parei pra refletir como a internet de certo modo pode matar certas experiências, mas para ficar bem explícito o que quero dizer vou voltando uns anos no tempo; 

Se não me falha a memória o primeiro JRPG que tive contato foi Breath of Fire 1, meu vizinho tinha o jogo e de cara fiquei viciado na ideia de um jogo que demorasse tanto pra acabar e que tivesse tanta história para explorar. Em seguida veio Final Fantasy 4, e então começou a paixão por JRPG. Ali no início dos anos 2000 com internet super limitada o importante era ter um bom jogo nas mãos, e as disputas de multijogadores se limitavam ao sofá de casa, ou a sua rua.

Virar o melhor jogador de algo no bairro era o ápice que qualquer um poderia alcançar, a ambição no multiplayer era relativamente mínima, ok ok isso não diminuía o trabalho e o empenho de cada um, mas existiam certos fatores; o primeiro era a pequena biblioteca de jogos, afinal que criança ali com mega, super nintendo, ps1 tinha dinheiro para se entupir de jogos? Jogávamos o que tínhamos e pronto. 

O efeito replay era algo constante, ficar bom em algum jogo multiplayer era na maioria das vezes culpa da repetição e não da busca por ‘’ser o melhor’’ e é nesse ponto que entra o segundo fator; O divertimento! Era simples, um jogo deixou de ser divertido pelo motivo que seja, ninguém mais queria jogar e pronto! Então não tinha motivo para treinar e ser o melhor em algo que a área de impacto é sua rua e que só você gosta de jogar, então no fim das contas a jogatina em turma era meramente por diversão. E sim, ironicamente hoje podemos acabar jogando por ‘’obrigação‘’, alguns jogos criam essa sensação e esse é um dos pontos que a internet pode estragar uma experiência, e sim eu sei, a culpa não é da internet em si, isso vai de cada pessoa e do que ela julga importante, mas muitas vezes mentimos para nós mesmos, e deixamos de gostar de algo por mera imagem social, afinal, quantas vezes nós continuamos jogando mesmo sem vontade só para melhorar o rank e ter algum destaque?!

Agora voltando para os JRPGs; como um jogo online pode influenciar sua experiência em outro jogo? Simples, o fator tempo. Por conta desse sentimento de ‘’talvez isso faça eu perder tempo que poderia ser investido em algum Rank‘’. Às vezes nos negamos a conhecer algo novo mesmo querendo, e às vezes, algo novo muito bom mas que não foi apresentado com tanta emoção. Ok, um RPG em geral começar de um jeito simples, não quer dizer que ele seja ruim, mas vou mostrar um exemplo prático usando os Final Fantasy que joguei sem entrar em muito detalhe, FF3 você começa em uma caverna, após um terremoto e lutando com goblins, FF4 você começa em uma aeronave lutando com monstros, FF5 você começa vendo o rei indo embora em um dragão por conta do cristal de vento que parou de funcionar e em seguida um meteoro cai perto do acampamento de um rapaz, então começamos a jogar com ele, FF6 soldados do exército montados em máquinas de guerra avançam para uma cidade para pegar um ‘’ deus congelado ‘’ , FF7 membros de uma ‘’resistência’’ pulam de um trem atacando alguns oficiais e começam a se infiltrar em umas instalações do governo, (lembrando, estou falando sem muitos detalhes, é basicamente a primeira impressão dos primeiros segundos que alguém que nunca jogou poderia ter). 

Enfim esses final fantasy, de certo modo criam uma expectativa no jogador, mesmo sendo bem simples como no FF3 no Nes, mas gera uma curiosidade e isso faz continuarmos no jogo, então depois de velho tive a ideia de jogar Final Fantasy 8, comprei ele na steam e comecei a jogar, ele inicia mostrando uma luta até bem empolgante, então ela termina e descobrimos que era um treinamento, mas não um simples treinamento, um treinamento em uma escola para cavaleiros e blablabla (sim o início dele é igual ao desses animes ecchi que tem em toda temporada). Mas qual é o ponto? Isso faz do FF8 um jogo ruim? Eu não sei, por que eu não joguei mais que 15 minutos, e provavelmente o jogo ficaria bom lá na frente, FF8 possui ótimas críticas, mas o início do jogo é chato e sem sal, talvez esse início só seja assim por que estamos em 2017, e já sabendo o quanto um JRPG demora. 

Vale a pena jogar um jogo em que você não sabe se vai ser bom e que o início foi sem graça? Vale a pena perder possíveis 40 horas de jogatina que poderiam ser aplicadas no seu Rank do DotA ou seja lá o jogo que você joga? Pra falar a verdade, valeria a pena porque no final das contas o importante é jogar ter experiências novas e acima de tudo se divertir.

Mas toda a questão social e o egoísmo gerado pelos ranks nos jogos de hoje, fazem com que certas experiências não tenham chance de acontecer, e ok, talvez você que está lendo isso ache completamente inválido tudo o que eu tô falando, e caso você ache eu te admiro muito, mas infelizmente não sou só eu esse egoísta, e toda essa questão da internet e seus ranks acabam com tempo e a chance de certos jogos em que às vezes criamos preconceitos e desculpas para evitá-los. 

Como The Last Remnant, outro rpg da square enix, em que eu não continuei jogando porque o personagem andava ‘’ estranho demais’’, eu sei, isso foi uma desculpa esfarrapada que eu inventei pra mim mesmo, tudo para não jogar um jogo e ter tempo para pegar aquela patente… Jogar videogame deixou de ser algo tão simples, as desenvolvedoras hoje fazem de tudo para lançar algo que prenda a atenção dos jogadores no primeiro impacto, algo que consiga vencer a sensação de ‘’ será que vale meu tempo?’’. 

Enfim, como qualquer outra indústria, a indústria dos jogos também pode ser bem cruel e esmagar pequenas produções deixando-as sem foco algum. E para não caírem no esquecimento, podem acabar forçando o multiplayer para tentar puxar essa parcela de jogadores, no fim das contas, como foi dito no início, nada disso é culpa da internet em si, e sim dos jogadores! Mas é graças a ela que a competitividade passou dos níveis casa/rua/bairro, agora não é mais jogar por diversão, é jogar para ser o melhor, e isso toma tempo, o tempo que não temos.

Escrito ao som de: SteamWorld Dig – Archaea 

Joguinho simples, que o início é simples, mas me gerou uma curiosidade que acabou me tomando boas horas até completá-lo, sim o jogo é meio velho, mas valeu a pena ‘’ perder tempo ‘’.

Belgeon.

Saudades de Casa

Já faz cinco anos que estou longe de casa, os quais me fizeram percorrer três regiões do país e vivenciar situações que sem dúvidas nunca estive preparado. Não pretendo fazer um dossiê a respeito, até porque esse será um tema recorrente. Mas, dar uma pincelada a respeito do que vivo.

Nos últimos anos percebi um novo fenômeno nessas terras, o qual integro até hoje. Me parece que o acesso ao ensino superior engrossou o fluxo migratório de jovens adultos que deixam suas casas para ingressarem na faculdade. No meu caso, deixei a casa de meus pais no norte e me aventurei no nordeste.

Fevereiro de 2013, lembro bem o momento em que coloquei meus pés naquela cidade; era madrugada e tudo parecia infinitamente maior e mais agressivo do que realmente era. Pensei que ter amigos ao meu lado faria tudo ficar mais fácil ou menos difícil. Entretanto, minha estratégia de rpg não deu muito certo, afinal não haviam números que conseguissem derrubar aquele ‘boss’. Não sem o level correto.

Entre idas e vindas vamos ficando mais experientes e aquilo que antes pusera um medo paralisante, hoje parece um desafio a ser transposto. Não pretendo entrar em muitos detalhes nesse post em específico, afinal tenho plena consciência do que muitos vivem, estão por viver ou viveram essa situação. Aqueles que se identificaram, gostaria de mandar forças, afinal sempre tem um ou outro que torce por nosso fracasso.

Sinto que fugi bastante do tema do título. Mas, atualmente já terminei meu curso, depois de algumas muitas mudanças no meio do caminho, e ainda sigo longe de minha própria terra. O engraçado é que não me sinto mais ‘em casa’ na minha cidade natal, ou mesmo naquela em que vivi os últimos anos, que me forjou à ferro e fogo. Aparentemente meu novo desafio é reconstruir essa relação em uma nova cidade. Não faço ideia de como faze-lo, mas sigo em frente junto daqueles que conheci nesta caminhada.

 

Escrito ao som de: Chrono Cross – Abertura (PS1)

Dos chutes na cara que a vida te dá

Bom, estava tudo correndo nos conformes nesse glorioso sabadão. Pena que a vida me avistou e resolveu aplicar um belíssimo wazari, o que resultou em um massacre unilateral da tela de meu computador.

Pois é meus amigos, a vida mandou um recado simples e eficaz, deixando claro que ela não está de brincadeira nesse rolê. É difícil segurar as pontas quando tudo está bem e do nada se leva um revez desse. Praguejei em grego antigo quando vi todos aqueles pixels queimados da pobre tela do meu companheiro.

Nesse momento estou um pouco mais calmo, afinal já bebi o suficiente e ouvi os raps certos, além de um amigo me estimular a escrever, aqui pelo celular mesmo, obrigado Z.

Bom, não vou me delongar muito, mas tenham em mente que as coisas podem sempre piorar, não importa a atual conjuntura da situação, além do que dificuldades são extremamente relativas. Tentem não reclamar tanto, afinal sempre vai existir alguém pior ou melhor que você, eu, e qualquer outra pessoa.

Acho que esse parágrafo acima não é exatamente o melhor para finalizar, entretanto sei que entenderam o recado. Espero que o sabadão de vocês esteja melhor que o meu, da I., ou do Z.

Até mais pessoal, nos vemos quando der 🙂

Escrito ao som de: Post Malone – Go Flex