Yaeji: te dedico.

 Tem dias que são feitos para serem vividos de forma mórbida.

Acompanhe comigo, hoje já rolou, preguiça, arrombamento de portão, nervosismo que me deixou com dor de cabeça, empurra empurra, chuva, café bom, ceviche ruim, lugarzinho comfy, bolo do caralho e o dia nem acabou. Ah, teve confirmação de um trampo que sempre sonhei.

Não estou sendo mal agradecido, até porque tenho pessoas maravilhosas ao meu lado, e posso afirmar que elas se fazem presentes em qualidade, não quantidade, afinal continuo comendo sozinho.

Mas poxa, estava aqui pensando. Porque raios ainda estou triste? Ou nessa condição de humor tão ruim?

Talvez seja a vida adulta me abraçando cada vez mais forte, ou o cheiro de chocolate caramelizado, chegando ao ponto de queima, aqui onde estou bebendo meu café. O fato é que já decidi não lutar contra.

Esse texto deve estar meio confuso, mas não é de se estranhar, afinal está tudo meio confuso. Parece que peguei tudo que sinto, coloquei num bowl, tempero com minha ansiedade e estou comendo à colheradas.

Ah, que se f**a também! Dias de chuva nessa cidade me deixam melodramático.
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Ps: geralmente registro os roles que me fazem escrever através do meu Instagram, então se quiserem entender melhor, basta abrir ele @lpdesousa enquanto lê, sempre tem uns stories e afins 🙂

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Escrito ao som de:

Memória fotográfica – o escuro

Estava aqui pensando e percebi que já deve ter uma semana que não compartilho alguns de meus registros fotográficos. 

Confesso que dessa vez não tive um grande motivador para escrever, mas somente a vontade de compartilhar algumas fotos que julgo não se encaixarem em meu feed do Instagram.

Certamente essa será a fotografia mais recente desse post. Tirada a cerca de dois meses, se trata do galpão de armazenamento de cachaças de um pequeno produtor da bebida aqui das redondezas da cidade. Desde pequeno fui muito curioso para conhecer os pormenores da pré fabricação de produtos do nosso cotidiano, e por mais que a cachaça não seja minha bebida favorita, achei sensacional conhecer às instalações de mais uma produção da bebida, a primeira conheci no agreste potiguar, cachaça maravilhosa e com certificação orgânica.

Pois bem, na ocasião os três barris estavam cheios, e a fazenda estava terminando de colher a produção atual. O que fui procurar em uma fazenda como essa? Cachaça obviamente! Mas em doses que certamente dariam para lavar as escadas do Pelourinho.

Foto tirada em Setembro de 2017.

Essa segunda não faz muito sentido à primeira vista, mas adoro ela, porque se trata do resumo de uma noite de bebedeira ao lado de grandes amigos. Bem, não preciso entrar nos detalhes mais constrangedores, mas naquela noite de verão de 2016+1, juntei com alguns companheiros e como de costume colocamos os papos em dia. Algo que não mencionei, foi que só vejo esses amigos a cada seis meses ou um ano, durante às férias que cada um tem em suas respectivas faculdades, fora isso mantemos contato por meio de um grupo naquele famoso aplicativo de mensagens, o verde, sabe.

Devo registrar também que possuo uma certa inclinação para às artes incendiárias, bem como um ou dois de meus amigos.

Foto tirada em Janeiro de 2017

Bom, essa última se trata de um momento bem simples, porém de muita importância para esse que vos escreve. Estava junto de meu pai. Confesso que não tenho muitos momentos de pai e filho com ele, afinal o patriarca de minha família possui a jornada de trabalho mais incessante que já tive notícias. Ele adora a frase “é luta, meu filho”.

Sendo luta, ou não, tenho muito carinho por essa imagem, afinal ela me lembra de uma ocasião em que estávamos resolvendo assuntos da fazenda, somente eu, ele, a chuva caindo lá fora e umas músicas bem ruins tocando na rádio da cidade.

Curiosidade, esse registro foi feito na mesma ocasião em que fotografei aqueles projetos de galináceos, que figuraram nesse blog alguns posts atrás.

Foto tirada em Janeiro de 2017

Nossa, começou a chover bastante aqui na cidade, alguns companheiros de trabalho estão debruçados em volta de um celular, provavelmente se divertindo com o famigerado ‘humor zap zap’. Enquanto isso sigo ouvindo minhas músicas enquanto revivo mais algumas memórias em minha pasta de fotografias.

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Escrito ao som de: Nick Cave – O Children