Claque

Esses dias estava bem feliz por conta de alguns acontecimentos, e decidi passar em um Starbucks. Bem, decepção define, afinal tudo era um tanto sem graça, além do atendimento que deixou a desejar, porém o mais engraçado é que nesse exato momento voltei a outra unidade da rede. Estou sentado, luz direta sob o celular, me ponho a escrever.

Estava comentando com I., o quando sou patético por criticar tanto esse lugar, sendo que agora, poucos dias depois, estou de volta, gostando. “Ah velho, mas você pode mudar de opinião”, pois é, mas deixa eu explicar, não se trata de mudar de opinião. To aqui sentado, me sentindo uma blogayra de filme, com celular em punho e e nariz empinado, desferindo “canetadas” a torto e a direito. Percebe a diferença? O que me agrada é o ‘mise en scene”, o teatro que existe por trás disso aqui.

Café eu tomo em casa ou em outro canto, aqui eu escrevo e amacio meu ego.

Andando por SP nos últimos dias, fui comer em alguns lugares, e chega a ser engraçado o quanto esse teatro se faz presente em meu ramo de atuação. Já vi cada megalomania dentro de salões de restaurantes, que chega a ser curioso, afinal, já pensou em comer ao lado de uma girafa empalhada? Pois é.

Bom, cada um dá a cartada que lhe convém, enquanto isso caminho por essas ruas observando as pessoas no metrô, sentindo o fedor do Rio Pinheiros e afiando meu olhar para algumas pequenezas que me interessam.

 

Escrito ao som de:

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Unidos!

Ontem, dia 15 de setembro de 2017, abertura do Rock in Rio, os agentes da vigilância sanitária invadiram o estande da chef Roberta Sudbrack no evento e decretaram que toda a charcutaria e os queijos brasileiros da melhor qualidade, estavam fora dos padrões exigidos pelo evento, e sem bom senso ou pudor, descartaram mais de 80kg de queijo dentro da validade, assim como 80kg de linguiça fresca previamente aprovada pela organização do evento.

Confesso que ao me deparar com o ocorrido, fiquei totalmente sem reação, afinal estava vendo um dos shows do festival, via stream, e sei lá cara,  bateu um desapontamento e todo o tesão pelo festival morreu instantaneamente.

Pensa comigo, todos esses produtos são inspecionados por seus respectivos estados de origem, e segundo a própria chef, também passarem por avaliação prévia do evento, afinal os organizadores não podem deixar qualquer coisa ser servida em um evento desse calibre. Entre idas e vindas, da pra ver que os insumos em questão tinham ótima procedência, confiabilidade e já estavam aprovados, mas parece que um pormenor burocrático, a falta de um carimbo, resultou nesta truculência. De fato, pura burocracia, afinal convenhamos, o que seria vendido já tinha certificação mais que necessária para ser comercializado.

Outro ponto a ser levado em consideração, é que a própria Roberta é um dos principais nomes da gastronomia Brasileira, reconhecida internacionalmente, proprietária de inúmeros negócios no ramo de alimentação, dos mais variados tipos, e ainda por cima atua no próprio Rio de Janeiro, ou seja, não estavam lidando com uma desconhecida ou amadora, o próprio trabalho dela fala por si só. Tudo bem, se isso não te convenceu, você há de convir que a forma como a situação se desenrolou, não foi nem de perto a mais amistosa, afinal além do dano material e falta de ética, a gastronomia brasileira teve a própria dignidade diminuída.

A chef encerrou as atividades no Rock in Rio, e entrou com uma liminar na justiça para recuperar o restante dos produtos em perfeito estado, para que ao menos possa doar a quem precisa. Em solidariedade inúmeros cozinheiros de peso como Alex Atala, Thiago Castanho, Emmanuel Bassoleil,  Onildo Rocha, Manu Buffara e tantos outros manifestaram solidariedade e apoio ao que aconteceu com nossa colega de profissão.

Talvez fosse melhor trocar os produtos artesanais de pequenos produtores por embutidos da Seara, Friboi e lácteos da Vigor, afinal, nesses sim podemos confiar.

(foto dos produtos compartilhada pela própria Roberta S.)

 

Escrito ao som de: Coeur de Pirate – Comme Des Enfants (Le Matos Andy Carmichael Remix)

Link: https://youtu.be/nWrU4We1Nq8

Sugestão: Entre Planos

Cansado de sentir vergonha ao abrir a aba “em alta” do youtube? Pois é, eu também!

Desde que saí de casa, no início de 2013, descobri o youtube com seu verdadeiro potencial, e logo virei um consumidor extremamente ativo do conteúdo do site do “play vermelho”. Nos últimos anos testemunhei a ascensão de inúmeros canais, bem como o declínio de alguns.

O ponto é que nesse meio tempo, também vi ótimos canais nunca atingirem o grande público, então minha ideia é de postar algumas sugestões de ótimos produtores de conteúdos do ‘você tubo’.

Gostaria de começar com o Entre Planos, um canal que descobri recentemente e em pouquíssimo tempo consumi todo o conteúdo. Nele, Max Valarezo explana sobre os mais diversos conteúdos ligados a sétima arte, de forma crítica, analítica e muito bem estruturada, passando por temas como rimas visuais, o pós-terror, como usar a narração em filmes, filmes superestimados (segundo o apresentador) e uma gama de tópicos, específicos ou não, que expandem a forma com que o espectador encara o mundo do cinema.

Atualmente o canal possui 81 mil inscritos e está no ar desde 6 de junho de 2015.

Um de meus vídeos favoritos do canal: ‘Hayao Miyazaki: A Importancia do Vazio”

Link: https://youtu.be/Kyp3YV2t0gQ

 

Escrito ao som de: Bloc Party – Skeleton

Link: https://youtu.be/Gz0tk_p45eo