5 cuidados para beber um bom vinho.

Os mais observadores devem ter notado que atualmente uma das áreas mais bonitas e bem trabalhadas dos mercados é a sessão de vinhos. E para quem vai em busca desse produto, aquele ambiente se torna confortável , isso porque essa sensação tem um único e simples motivo; escolher o melhor vinho. E assim sucessivamente, ali passamos um tempo maior.

Não pretendo ser muito minucioso, afinal, existem momentos que só queremos sentar e beber, porém existem sim alguns cuidados que podem melhorar bastante a experiencia. Vamos a eles:

Preço

Para começar, vamos deixar claro que bons vinhos não precisam ser necessariamente os mais caros, existem bons produtos em todas as faixas de preço. Nesse aspecto a melhor dica que existe é ‘fique atento as promoções’. Muitas vezes encontrei vinhos de excelência por uma verdadeira pexinxa, com descontos que abatiam até 50/60% do preço. Um abraço para aquela rede de mercados com nome francês.

 Escolha

Bom, nesse aspecto entram muitas variáveis, mas gostaria de me ater principalmente aos tipos de vinho e classificação de uvas.

Primeiramente os tipos de uvas; dê preferência por vinhos que tragam a denominação “Elaborado com uvas viníferas ou viti viníferas”. Por quê? Bom, existem duas classificações para a fruta, as ‘uvas de mesa’ e as ‘viti viniferas’, sendo o segundo grupo ideal para elaboração da bebida.

Dica extra: evite vinhos que possuem adição de açúcar em sua composição. Vide ingredientes.

Armazenamento 

Neste aspecto a ideia é armazenar a bebida em locais frescos, arejados, longe do alcance dos raios solares e na posição vertical, afinal como muitos já sabem, isso evita o ressecamento da rolha.

Lucas, quais as implicações de uma rolha ressecada?

Basicamente vinho e oxigênio não se dão bem, então uma vez ressecada, a rolha cria micro fissuras que fazem o ar entrar em contato com a bebida, causando assim sua oxidação. Basicamente transformando o vinho em vinagre.

Temperatura

Aqui provavelmente temos a parte mais específica de todas, porém como poucas pessoas possuem termômetro para vinho em casa, seremos práticos. Entretanto tenham em mente que a temperatura está ligada a leveza da bebida, sendo os espumantes servidos mais frios, em seguida dos vinhos brancos, roses e por último tintos.

Como é de senso comum, as moléculas olfativas se desprendem por conta do aumento da temperatura, e por serem bebidas mais complexas, não é indicado que se sirva gelado.

Equipamentos

Aqui vou indicar apenas dois equipamentos envolvidos no ritual do vinho. Taça e abridor de garrafas. Podem parecer indicações óbvias, afinal não dá para abrir a garrafa com a força do pensamento e beber com as mãos, mas ouça o que tenho a dizer.

Taças:

São dois tipos que indico, a taça Bordeaux, de haste alongada, bojo menos avantajado e mais cumprido, ideal para vinhos roses, brancos e tintos. A segunda taça é a flute, feita especialmente para espumantes, pois nela se observa a perlage (borbulhas) da bebida com mais facilidade.

Abridor:

Existem três tipos de abridores; o saca rolhas, abridor de dois tempos e o abridor com asas. Indico o segundo, abridor de dois tempos. Afinal, o primeiro e o terceiro não são muito práticos, um deles é muito grande e o outro não possui apoio.

O abridor de dois tempos compila em um único dispositivo a lamina para abrir o lacre da garrafa, saca rolhas, o apoio em duas fases, daí o nome, para abrir a bebida sem muito esforço e alguns ainda possuem abridores de garrafa, para aquela noite que você optou por uma cervejinha, isso tudo por apenas alguns poucos centímetros e preço bem justo.

 

Bom, como minha última dica vou linkar um cd que me acompanhou em muitas garrafas. Saúde!

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