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Do outro lado do salão a suposta arte se mantém firme

Couro falso e o ‘portão do oeste’ completam a cena

Bairro nobre e mão de obra nem tanto assim

Ao embalo do trepidar das catracas sigo a observar.
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Erraram meu pedido e agora o amargo me fugiu ao paladar

A cafeteria é úmida e fria

Em certo ponto o arrependimento veio

Bom, só me resta o caminho de volta.
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Antes de sair confiro os bolsos, mania chata.

Essa brincadeira de gato e rato consegue ser pior.

A minha direita existe um ruído

Aquele copo de papel já não me aquece aquele como antes.

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Existe uma batalha silenciosa no ar. Consegue ouvir?

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https://youtu.be/ou-rVp6EbhM

Internet e a Cultura do Videogame

Primeira colaboração do blog 🙂

Hoje mais cedo, gastei umas boas horas jogando CSGO, e parei pra refletir como a internet de certo modo pode matar certas experiências, mas para ficar bem explícito o que quero dizer vou voltando uns anos no tempo; 

Se não me falha a memória o primeiro JRPG que tive contato foi Breath of Fire 1, meu vizinho tinha o jogo e de cara fiquei viciado na ideia de um jogo que demorasse tanto pra acabar e que tivesse tanta história para explorar. Em seguida veio Final Fantasy 4, e então começou a paixão por JRPG. Ali no início dos anos 2000 com internet super limitada o importante era ter um bom jogo nas mãos, e as disputas de multijogadores se limitavam ao sofá de casa, ou a sua rua.

Virar o melhor jogador de algo no bairro era o ápice que qualquer um poderia alcançar, a ambição no multiplayer era relativamente mínima, ok ok isso não diminuía o trabalho e o empenho de cada um, mas existiam certos fatores; o primeiro era a pequena biblioteca de jogos, afinal que criança ali com mega, super nintendo, ps1 tinha dinheiro para se entupir de jogos? Jogávamos o que tínhamos e pronto. 

O efeito replay era algo constante, ficar bom em algum jogo multiplayer era na maioria das vezes culpa da repetição e não da busca por ‘’ser o melhor’’ e é nesse ponto que entra o segundo fator; O divertimento! Era simples, um jogo deixou de ser divertido pelo motivo que seja, ninguém mais queria jogar e pronto! Então não tinha motivo para treinar e ser o melhor em algo que a área de impacto é sua rua e que só você gosta de jogar, então no fim das contas a jogatina em turma era meramente por diversão. E sim, ironicamente hoje podemos acabar jogando por ‘’obrigação‘’, alguns jogos criam essa sensação e esse é um dos pontos que a internet pode estragar uma experiência, e sim eu sei, a culpa não é da internet em si, isso vai de cada pessoa e do que ela julga importante, mas muitas vezes mentimos para nós mesmos, e deixamos de gostar de algo por mera imagem social, afinal, quantas vezes nós continuamos jogando mesmo sem vontade só para melhorar o rank e ter algum destaque?!

Agora voltando para os JRPGs; como um jogo online pode influenciar sua experiência em outro jogo? Simples, o fator tempo. Por conta desse sentimento de ‘’talvez isso faça eu perder tempo que poderia ser investido em algum Rank‘’. Às vezes nos negamos a conhecer algo novo mesmo querendo, e às vezes, algo novo muito bom mas que não foi apresentado com tanta emoção. Ok, um RPG em geral começar de um jeito simples, não quer dizer que ele seja ruim, mas vou mostrar um exemplo prático usando os Final Fantasy que joguei sem entrar em muito detalhe, FF3 você começa em uma caverna, após um terremoto e lutando com goblins, FF4 você começa em uma aeronave lutando com monstros, FF5 você começa vendo o rei indo embora em um dragão por conta do cristal de vento que parou de funcionar e em seguida um meteoro cai perto do acampamento de um rapaz, então começamos a jogar com ele, FF6 soldados do exército montados em máquinas de guerra avançam para uma cidade para pegar um ‘’ deus congelado ‘’ , FF7 membros de uma ‘’resistência’’ pulam de um trem atacando alguns oficiais e começam a se infiltrar em umas instalações do governo, (lembrando, estou falando sem muitos detalhes, é basicamente a primeira impressão dos primeiros segundos que alguém que nunca jogou poderia ter). 

Enfim esses final fantasy, de certo modo criam uma expectativa no jogador, mesmo sendo bem simples como no FF3 no Nes, mas gera uma curiosidade e isso faz continuarmos no jogo, então depois de velho tive a ideia de jogar Final Fantasy 8, comprei ele na steam e comecei a jogar, ele inicia mostrando uma luta até bem empolgante, então ela termina e descobrimos que era um treinamento, mas não um simples treinamento, um treinamento em uma escola para cavaleiros e blablabla (sim o início dele é igual ao desses animes ecchi que tem em toda temporada). Mas qual é o ponto? Isso faz do FF8 um jogo ruim? Eu não sei, por que eu não joguei mais que 15 minutos, e provavelmente o jogo ficaria bom lá na frente, FF8 possui ótimas críticas, mas o início do jogo é chato e sem sal, talvez esse início só seja assim por que estamos em 2017, e já sabendo o quanto um JRPG demora. 

Vale a pena jogar um jogo em que você não sabe se vai ser bom e que o início foi sem graça? Vale a pena perder possíveis 40 horas de jogatina que poderiam ser aplicadas no seu Rank do DotA ou seja lá o jogo que você joga? Pra falar a verdade, valeria a pena porque no final das contas o importante é jogar ter experiências novas e acima de tudo se divertir.

Mas toda a questão social e o egoísmo gerado pelos ranks nos jogos de hoje, fazem com que certas experiências não tenham chance de acontecer, e ok, talvez você que está lendo isso ache completamente inválido tudo o que eu tô falando, e caso você ache eu te admiro muito, mas infelizmente não sou só eu esse egoísta, e toda essa questão da internet e seus ranks acabam com tempo e a chance de certos jogos em que às vezes criamos preconceitos e desculpas para evitá-los. 

Como The Last Remnant, outro rpg da square enix, em que eu não continuei jogando porque o personagem andava ‘’ estranho demais’’, eu sei, isso foi uma desculpa esfarrapada que eu inventei pra mim mesmo, tudo para não jogar um jogo e ter tempo para pegar aquela patente… Jogar videogame deixou de ser algo tão simples, as desenvolvedoras hoje fazem de tudo para lançar algo que prenda a atenção dos jogadores no primeiro impacto, algo que consiga vencer a sensação de ‘’ será que vale meu tempo?’’. 

Enfim, como qualquer outra indústria, a indústria dos jogos também pode ser bem cruel e esmagar pequenas produções deixando-as sem foco algum. E para não caírem no esquecimento, podem acabar forçando o multiplayer para tentar puxar essa parcela de jogadores, no fim das contas, como foi dito no início, nada disso é culpa da internet em si, e sim dos jogadores! Mas é graças a ela que a competitividade passou dos níveis casa/rua/bairro, agora não é mais jogar por diversão, é jogar para ser o melhor, e isso toma tempo, o tempo que não temos.

Escrito ao som de: SteamWorld Dig – Archaea 

Joguinho simples, que o início é simples, mas me gerou uma curiosidade que acabou me tomando boas horas até completá-lo, sim o jogo é meio velho, mas valeu a pena ‘’ perder tempo ‘’.

Belgeon.

Cultura de Internet? #2

Nesse inicio de madrugada de segunda, ansiedade lá no topo, costas doendo por estar digitando em uma posição medonha, e vamos em frente!

Me sinto um tanto quanto idiota por estar elaborando um post sobre memes, enquanto converso com I., que está comigo em uma chamada de vídeo, discorrendo sobre grandes obras da literatura nacional. O gastrólogo que era péssimo em estudo da língua, agora está ao lado de uma professora de português, com foco em literatura e clara aptidão para linguística. Que ironia meus amigos!

Pegando gancho em minhas desventuras, vamos a esses maravilhosos diamantes que a internet forjou nas profundezas de seus fornos alimentados a humor da pior qualidade.

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Quando I. vem brigando para o meu lado sempre resolvo tudo com muita classe.

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Enquanto penso e ela não para de cantar Elis Regina, achando que eu não estou ouvindo.

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Claro, nem sempre tomo boas decisões, geralmente erro umas duas vezes antes de acertar.

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O melhor de tudo é que sirvo de entretenimento pra ela.

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No meio da situação perco a paciência comigo mesmo diversas vezes, como de costume.

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Ela me acalma e solto um sorriso amarelado, tentando fingir que tudo está tranquilo. Pois bem, no final das contas chegamos em uma solução e vida que segue.

Bônus:

Ela ama Masterchef e programas de culinária. Assisto porque ela me ‘instiga’.

Instigar = obrigar

 

Bom, vocês já devem ter entendido como as coisas funcionam, então vamos deixar a continuação desta mini série para outra ocasião. Claro, isso se quiserem. Melhor eu ir dormir porque amanhã o dia vai ser longo.

 

Escrito ao som de: The Sixth Station (Spirited Away)

Sugestão: Meteoro Brasil

Cansado de sentir vergonha ao abrir a aba “em alta” do YouTube? Pois é, eu também!

Continuando minha pequena série sobre bons canais do YouTube com poucos inscritos, hoje lhes trago o “Meteoro Brasil”, canal recém chegado a plataforma do botão vermelho, e que traz análises super profundas sobre os desenhos que mais amamos.

Bem como o “Entre Planos” (da uma procurada aqui no blog pelo post que fiz dele) o Meteoro também é um descoberta recente e que logo de cara me inscrevi. O canal trata  de cultura pop, ciência e filosofia, analisando animações, filmes e séries. Os apresentadores são desenhos feitos a mão, recortados e também animados.

Por mais que a primeira vista pareça infantil, temas como liberalismo econômico, niilismo, ditadura militar, budismo, taoismo e tantos outros, são apresentados de forma didática e muito bem estruturada, que fazem repensar a forma como enxergamos alguns desenhos animados. Seja a família disfuncional em Bojack Horseman, o feminismo em Steven Universe ou a Divina comédia em O Segredo Além do Jardim, o Meteoro virou uma de minhas inscrições favoritas, e é o típico canal que torço para que conquiste milhões de inscritos.

Atualmente possui 26 mil inscritos, 26 vídeos no ar, uma frequência absurda de postagem tendo em vista a qualidade das produções, tudo isso em pouco mais de cinco meses de atividade.

Um de meus vídeos favoritos do canal é “O segredo além do jardim e a Divina Comédia”

Link: https://youtu.be/tVJYpgWjkDM

 

Escrito ao som de: stream do Rock in Rio – Justin Timberlake

Link: http://rockinrio.com/rio/pt-BR/live/