Yaeji: te dedico.

 Tem dias que são feitos para serem vividos de forma mórbida.

Acompanhe comigo, hoje já rolou, preguiça, arrombamento de portão, nervosismo que me deixou com dor de cabeça, empurra empurra, chuva, café bom, ceviche ruim, lugarzinho comfy, bolo do caralho e o dia nem acabou. Ah, teve confirmação de um trampo que sempre sonhei.

Não estou sendo mal agradecido, até porque tenho pessoas maravilhosas ao meu lado, e posso afirmar que elas se fazem presentes em qualidade, não quantidade, afinal continuo comendo sozinho.

Mas poxa, estava aqui pensando. Porque raios ainda estou triste? Ou nessa condição de humor tão ruim?

Talvez seja a vida adulta me abraçando cada vez mais forte, ou o cheiro de chocolate caramelizado, chegando ao ponto de queima, aqui onde estou bebendo meu café. O fato é que já decidi não lutar contra.

Esse texto deve estar meio confuso, mas não é de se estranhar, afinal está tudo meio confuso. Parece que peguei tudo que sinto, coloquei num bowl, tempero com minha ansiedade e estou comendo à colheradas.

Ah, que se f**a também! Dias de chuva nessa cidade me deixam melodramático.
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Ps: geralmente registro os roles que me fazem escrever através do meu Instagram, então se quiserem entender melhor, basta abrir ele @lpdesousa enquanto lê, sempre tem uns stories e afins 🙂

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Escrito ao som de:

O mundo é um moinho

Hoje acordei super tarde, vide último post para ver o motivo, e por alguma razão estou com essa ideia do título impressa em meu ser. Seria a depressão de domingo batendo mais cedo que o de costume?

Bem, não sou um grande conhecedor da música nacional, então não me envergonho de admitir que conheço apenas duas músicas do Cartola, mas ainda assim, sinto que cada uma delas toca de forma muito particular e complementar, dentro desse que vos escreve.

Enquanto fazia meu café, sentia o corpo anestesiado por essa ideia, pensando em quantas vezes já não havia sido vítima dessa força descomunal que o mundo já exercerá contra minhas vontades. Ainda estou me recompondo da última pancada, então esse pensamento faz tanto sentido que chega a entristecer. Afinal né sinto à beira de um abismo, figurativamente claro, onde não faço ideia qual rumo deva tomar.

Estou em frente de casa, meu companheiro de morada está na sala vendo um filme de ‘bang, bang’, precisei cortar a conversa com I. na metade e recusar uma das raras ligações de meu irmão, tudo isso para conseguir pegar no celular e simplesmente colocar pra fora essa melancolia que sobre minha pessoa se abateu.

Dias atrás I. comentará o quanto consigo escrever bem quando estou nesse estado mais melancólico do ser. Confesso que gosto quando as coisas fluem bem, mas odeio ficar nesse estado latente, afinal não faz bem para aqueles que estão a minha volta.

Café acabou e acho melhor buscar outra xícara, na verdade acho que vou buscar a garrafa e aproveitar esse final de tarde. Por vezes devo admitir que a melhor companhia é a de si mesmo, afinal, ajuda a sentir o gosto amargo que as situações vividas deixaram na na boca. As vezes dá até para aprender a apreciar essa sensação, diferenciando as nuances e evitando aquilo que é insuportável.
Escrito ao som de: Cartola – O mundo é um moinho

Engrossando estatísticas

Como jovem adulto me vejo em um momento de grandes decisões, porém algumas delas me fazem integrar estatísticas as quais, se me fossem faladas anos atrás, teriam como resposta um “Pff eu? Jamais!”

Pois é, o tempo é um verdadeiro mago, e como diria o Patolino ” O mago é implacável”. É com essa constatação que comecei a notar algumas mudanças as quais, anos atrás, eu me categorizava como inatingível.

Amadurecer. Meu primeiro contato direto com esse fenômeno se deu por meio de mudanças corporais, e chega a ser irônico pois naquela ocasião estava lutando contra o crescimento de meu próprio projeto de bigode. Em uma pegada parecida, percebi a abertura de um novo patamar para esse termo em minha vida. Em uma dessas manhãs, enquanto me arrumava para o trabalho, percebi os flertes de minhas madeixas com a Calvície. Sendo filho de um careca sempre soube da possibilidade à espreita, porém é como dizem por aí, a esperança é a última que morre. Afinal, vai que, né?!

Bom, minhas entradas fizeram perceber o quanto comecei a engrossar algumas estatísticas das mais variadas naturezas. Estar acima do peso, ter uma certa queda por álcool, me pegar curtindo aquele funk péssimo que virou hit, temer o desemprego e tantas outras que norteiam nosso entendimento desta sociedade.

É engraçado pensar que hoje em dia lido com problemas inimagináveis ao meu ‘eu’ passado. Antigamente este que vos fala tinha como prioridades baixar o episódio semanal de meus animes favoritos, jogar videogame com os amigos e vez ou outra, preocupar com alguma prova de português ou redação que me causavam verdadeiros arrepios na espinha.

 

Inclusive, um problema de primeiro mundo que enfrento nesse exato momento é a falta de uma boa xícara de café, às 17:40, nessa entardecer de quarta-feira.

 

Escrito ao sim de: SOJA – Not Done Yet