Custo e benefício; o paradoxo dos video games.

Quando pequeno, lembro que sempre fui aquela criança que preferia ficar jogando dentro de casa a sair e brincar na rua com o restante da molecada.

Não entenda isso como uma espécie de fobia social, mas sim como uma verdadeira paixão por video games, que me acometeu desde muito cedo e perdura até hoje. De todos os aspectos que rodeavam a relação com jogos, o que mais gostava eram as ‘couch party’, basicamente, aquelas tardes de sábado em que eu e meus amigos reuníamos na frente de uma TV de 20 polegadas e digladiávamos tarde a dentro, ou até a mãe do dono da casa xaropar por conta da zorra que fazíamos.

Bom, passei alguns meses distante de video games e recentemente joguei PS4 pela primeira vez. Fiquei estasiado quando percebi o quanto as coisas haviam mudado, mesmo em comparação ao PS3. Até para jogar online era necessário que o usuário fosse assinante da PS Plus! Além disso, preciso deixar meu profundo sentimento de indignação com a conduta de grande parte do mercado de jogos, com exceção para algumas produtoras. Porque as demais fazem questão de vender jogos totalmente incompletos. Veja bem, pacote de expansão é uma coisa, mas o que acontece hoje é uma espécie de super exploração do mercado consumidor.

De forma geral, os jogos ficaram mais caros ao longo dos últimos anos enquanto a quantidade de conteúdo disponível caiu drasticamente. Você paga mais e leva menos. Tudo bem que para a empresa existem uma série de processos que encarecem o produto, como hospedagem de servidores online, equipes imensas que desenvolvem jogos belíssimos em tempo recorde, além de uma série de profissionais que vão muito além de programadores, mas em muitos casos chega a ser vexaminoso.

Por exemplo, estava jogando Street Fighter V e espantei quando percebi que só haviam 16 personagens jogáveis, e 11 que eram vendidos separadamente, a R$20,00 cada um. Além de um modo história extremamente pobre, que fora lançado seis meses depois do lançamento do próprio jogo ( Sim, isso mesmo!), e que ainda por cima não rende mais de uma tarde de jogatina. Some isso ao fato de não poder jogar online sem a bendita assinatura e você terá um jogo entediante, caro; e que certamente vai pegar muito pó naquele canto de sua estante, que bela evolução.

 

Escrito ao som de: MCs Zaac & Jerry – Bumbum Granada (KondZilla). Ta rolando festa aqui em casa, já viu.

Link: https://youtu.be/EWcOY14GWwM

Essa viagem está turbulenta demais, velho!

Abri essa caixa de texto com o intuito de discorrer sobre minha paixão por café, seus métodos, manejo e cenário atual da cafeicultura brasileira, mas quem liga pra essas coisas quando começamos a conversar sobre os tempos de escola com os amigos, não é?

Toda aquela conversa, e um papo que tive mais cedo com minha mãe e minha namorada, através do whatsapp (zibirízóp segundo um grande amigo), me fizeram pensar sobre a situação que vivo hoje. Parece que estou em uma espécie de limbo existencial, onde os tempos de estudo são uma mera lembrança, e os tempos de profissão ainda estão por vir. Não é como se estivesse sem trabalhar, mas ainda é algo que está em construção, sabe?

Todo ser humano tem seus altos e baixos, e confesso que estou numa fase que ainda nem sei como classificar. Penso que certamente terei de me afastar bastante para analisar de forma mais minuciosa e eficaz, o que diabos aconteceu.

Bom, estar no meio do caminho é uma posição um tanto quanto frustrante, afinal você não é o que costumava ser, nem tão pouco é aquilo que almeja, mas me pergunto em que momento entrei nesse ‘gap’. Aproveitar a viagem é mais importante do que chegar a um determinado destino, sempre acreditei nisso, porém a vida deveria maneirar e me jogar ao menos, em uma poltrona na janela nessa viagem. Ah! Também avisa pra o piloto evitar grandes turbulências, se possível, porque o resto a gente resolve.

 

Escrito ao som de: Lofi hip hop radio 24/7 by Chillhop Music

Link: https://youtu.be/hX3j0sQ7ot8

 

O que aconteceu com One Piece?

Hoje cedo estava conversando com um grupo de amigos e chegamos a conclusão que One Piece está dando seus últimos respiros!

Desde sempre acompanhei vários animes, e lembro que por mais que acompanhasse animes que levavam anos para acabar, me mantive fiel apesar dos apesares, porém uma das animações japonesas que mais me marcou nos últimos anos, está deixando um gosto amargo na boca. One Piece fez seu vigésimo aniversário em 19 de julho deste ano, porém muito fora modificado nos últimos anos, o que em minha opinião, fez a qualidade geral da obra cair bastante.

A última vez que realmente levei a sério os fatos desse desenho de lutinha, como minha mãe adora chamar, foi no arco em que o Kuma separa os mugiwara, em uma cena de puro desespero envolvendo a tripulação. Porém antes disso a obra já mostrava sinais de defasagem, afinal muitas sagas usavam a mesma estrutura: lugar desconhecido, tripulação separada, grande ameaça, motivação simples para enfrentar essa mesma ameaça, muitas vezes foi por conta de uma amizade, metade da saga se passa indo de um ponto ao outro, e no final o Ruffy derrota o vilão.

Esses dias fui dar um confere para ver como anime estava, e me deparei em uma batalha do Ruffy contra o Cracker, oficial da Big Mom, e me desculpe, a animação estava porca. Não vem dizer que é por conta da excentricidade do universo fantástico do Oda, estava ruim mesmo. Lembro muito bem que por cerca de três minutos não consecutivos, rodaram uma mesma animação em loop do vilão desferindo goles de espada contra os mocinhos. Ah desculpa, mas parece que a produtora imagina que os fãs sejam idiotas, só pode.

Como sou teimoso, e saudosista, fui queimar uns neurônios atrás de dar sentido para o que estava acontecendo, e acabei chegando a seguinte conclusão: One Piece está a tantos anos no ar que precisava abocanhar um novo mercado etário, logo foram postas em prática uma série de diretrizes que ao longo dos anos, mudaram os eixos da obra. Mais ou menos o que Dragon Ball Super está fazendo, a diferença é que o Piece fez isso ao longo dos anos. Uma pena pra mim.

 

ps: nem vem com aquela de “ah, mas você cresceu e com isso os interesses mudaram” porque até hoje sou doido por desenho de bonecos do olhão, classificação que minha mãe deu aos animes. Beijo mãe! 😀

 

Escrito ao som de: One Piece opening 11 – Share the world!

Link: https://youtu.be/AUilDOB9SGQ