Efeito Cuphead?

Geralmente quando venho de uma maré de dias ruins, me dar de cara com um dia minimamente satisfatório chega a ser um espanto.

Hoje estava pensando o que escrever, pensando se tentava elaborar um texto profundo, denso e cheio de camadas, mas as vezes eu mesmo esqueço de como a banda toca por aqui. Não elaborei esse espaço pra textão de Facebook, só estou tentando me divertir e me conhecer melhor, vendo como minha própria cabeça funciona, e em meio a esse processo me surgiu uma sensação engraçada, a qual gostaria de compartilhar.

Ontem, 29 de Setembro de 2018, foi lançado o jogo “Cuphead: Don’t Deal With the Devil”, que conta a história de Cuphead e Mugman, irmãos que acabam negociando as próprias almas com o diabo, devido a uma aposta em um cassino. Apresentando a história dessa forma, parece um jogo extremamente pesado, mas a estética usada nesse jogo remete as animações da Disney dos anos 30, o que deixa tudo com um ar retro, aparentemente infantil e nada macabro.

Em outro momento de meu dia, estava acompanhando uma livestream no YouTube onde um dos apresentadores reclamou “nossa, sinto falta daquele palito premiado da Kibom”, o que me fez instantaneamente lembrar que já achei um palito daqueles, que me rendeu um segundo picolé. O mais legal foi o comentário que veio em seguida por parte do apresentador “hoje em dia só vem escrito ‘madeira de reflorestamento’ e mesmo sabendo disso, toda vez fico na esperança de ser o tal palito premiado”, coisa que até hoje também faço.

Bem, o desenho jogável de Cuphead, o palito premiado da Kibom e tantas outras referencias ao passado, me fizeram lembrar um pouco ‘das antigas’, adoro esse termo, onde alguns aspectos eram menos descomplicados, não que fosse necessariamente melhor. O ponto é que não quero ser saudosista, mas sinto uma certa saudade de desenhos mais exagerados, feito Tom & Jerry antigo, o Pica-Pau da era de ouro, aquele que tinha uma estética anos 50 e de ganhar uns picolés de graça por aí.

Escrito ao som de: DK Country – Aquatic Ambiance

 

80s

Se você passa parte do seu tempo explorando a internet, mesmo que apenas através do feed do Facebook, certamente já se deparou com alguma referencia aos anos 80. Bom, dissecar esse tema renderia um verdadeiro artigo cientifico, ao qual nenhum de nós teria tempo, muito menos ânimo para ler, sendo assim vou me ater principalmente a música, vertente que mais me atrai.

Para melhor compreensão faremos um breve resumo do tema. Na época em questão houveram significativos avanços no que diz respeito à musica eletrônica, principalmente por conta da popularização dos computadores pessoais, avanço nos equipamentos de estúdio, como samplers e sintetizadores, e movimentos culturais de forte expressão ao redor do globo.

No contexto atual movimentos como Synthwave, Vaporwave, Lo-fi e artistas como Daft Punk, Kavinsky, Justice, Perturbator, M.O.O.N., Lazerhawk, Miami Nights e tantos outros impulsionados pela internet, são responsáveis por trazer a tona toda a potencia musical que essa década gerou, fazendo leituras do contexto atual por meio da ótica referente a essa década.

Inspirações, referências, visitas, chame como quiser, mas a verdade é que nos últimos anos temos observado uma crescente popularização de aspectos ligados aquela época, que vão muito além da música; artes visuais, jogos, filmes, animações e todo tipo de conteúdo que atualmente se faz popular na rede, possui uma pitada do pó de pirlimpimpim by 80s.

 

Escrito ao som de: Daft Punk – Giorgio by Moroder (Official Audio)

Link: https://youtu.be/zhl-Cs1-sG4

Custo e benefício; o paradoxo dos video games.

Quando pequeno, lembro que sempre fui aquela criança que preferia ficar jogando dentro de casa a sair e brincar na rua com o restante da molecada.

Não entenda isso como uma espécie de fobia social, mas sim como uma verdadeira paixão por video games, que me acometeu desde muito cedo e perdura até hoje. De todos os aspectos que rodeavam a relação com jogos, o que mais gostava eram as ‘couch party’, basicamente, aquelas tardes de sábado em que eu e meus amigos reuníamos na frente de uma TV de 20 polegadas e digladiávamos tarde a dentro, ou até a mãe do dono da casa xaropar por conta da zorra que fazíamos.

Bom, passei alguns meses distante de video games e recentemente joguei PS4 pela primeira vez. Fiquei estasiado quando percebi o quanto as coisas haviam mudado, mesmo em comparação ao PS3. Até para jogar online era necessário que o usuário fosse assinante da PS Plus! Além disso, preciso deixar meu profundo sentimento de indignação com a conduta de grande parte do mercado de jogos, com exceção para algumas produtoras. Porque as demais fazem questão de vender jogos totalmente incompletos. Veja bem, pacote de expansão é uma coisa, mas o que acontece hoje é uma espécie de super exploração do mercado consumidor.

De forma geral, os jogos ficaram mais caros ao longo dos últimos anos enquanto a quantidade de conteúdo disponível caiu drasticamente. Você paga mais e leva menos. Tudo bem que para a empresa existem uma série de processos que encarecem o produto, como hospedagem de servidores online, equipes imensas que desenvolvem jogos belíssimos em tempo recorde, além de uma série de profissionais que vão muito além de programadores, mas em muitos casos chega a ser vexaminoso.

Por exemplo, estava jogando Street Fighter V e espantei quando percebi que só haviam 16 personagens jogáveis, e 11 que eram vendidos separadamente, a R$20,00 cada um. Além de um modo história extremamente pobre, que fora lançado seis meses depois do lançamento do próprio jogo ( Sim, isso mesmo!), e que ainda por cima não rende mais de uma tarde de jogatina. Some isso ao fato de não poder jogar online sem a bendita assinatura e você terá um jogo entediante, caro; e que certamente vai pegar muito pó naquele canto de sua estante, que bela evolução.

 

Escrito ao som de: MCs Zaac & Jerry – Bumbum Granada (KondZilla). Ta rolando festa aqui em casa, já viu.

Link: https://youtu.be/EWcOY14GWwM