Só o cheiro já me deixa ouriçado

Acabo de tirar o primeiro gole. Revigorante como sempre.

Ainda são 14:38, de uma terça feira, mas posso afirmar que o dia foi cansativo e gratificante. Nesse momento estou sentado em uma cafeteria bem gostosa, a qual conheci em meus primeiros momentos nessa cidade sem amor, mas, de certa forma, começo a entender a força motriz que impulsiona essa máquina de amor e ódio.

Confesso que comecei o dia levando um belo presente nos ombros de algum passarinho do parque Vila Lobos, sendo sinal de boa sorte ou não, só percebi o feito quando estava prestes a ser entrevistado por uma firma bem legal daqui. Bom, no fim das contas, tudo correu bem, mas ainda assim, as vezes tem que respirar fundo para não se surtar às 07:30 da manhã.

Meu café já está esfriando.

Clima doido o dessa cidade. Sinto como se a cada amanhecer São Pedro tirasse na sorte o humor meteorológico diário. Algo assim.

Tem umas gotas de chocolate ao lado, algumas até derreteram por conta do calor da xícara. Sem sentido, apesar do bom chocolate.

Mais cedo no metrô, cruzei com uma pessoa que tinha um piercing no dedo. Confesso que não resisti e mandei foto para alguns amigos. Desses, somente um respondeu,  grande companheiro de risadas nas noites frias e que me rendeu ótimas risadas enquanto almoçava. Um beijo Eugene Sirigueijo, cuida desse dedo, hein.

Bom, no momento estou decidindo se peço um expresso de despedida, ou se continuo ouvindo o lixo mainstream que infelizmente compõe o ambiente do lugar.

Reafirmo, hoje o dia foi especialmente gratificante.

 

Escrito ao som de:

Memória fotográfica – Céu de corrida

Estava arrumando para ir dormir enquanto pensava “acho que vou deixar o post da madruga para depois”, porém olhei para o computador e me bateu um put* comichão nos dedos. Eis que estou aqui.

Sabe aqueles dias em que a cabeça está congestionada e tudo vira uma espécie de suplicio? Pois é, prazer. Sendo assim gostaria de continuar a pequena série de posts de algumas memórias fotográficas que guardo a sete chaves naquele famoso aplicativo de edição de fotos, cujo o nome tem quatro letras.

Entardecer no quintal de casa – Lembro que na ocasião acabara de chegar da minha corrida diária, habito que inclusive devo retomar, e logo corri para os o quintal pois havia percebido que o horário estava ideal para uma fotografia. Eis o resultado.

Tirada em Janeiro de 2017

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Tapajós/ Solimões – Onde cresci as ruas possuem nomes de rios, muitos deles da região amazônica, e durante minhas corridas, sempre passava por este lugar específico, uma espécie de descampado entre as ruas Solimões e Tapajós. Lembro bem daqueles finais de tardes, os pássaros cantando e os raios de sol entre as árvores.

Tirada em Janeiro ou Fevereiro de 2017, não lembro ao certo.

Processed with VSCO

Grande de mais para o Instagram – essa aqui foi tirada nas mesmas ocasiões das anteriores, durante minhas corridas, e pode parecer meio curioso mas esta aqui é um outro angulo da foto anterior, que me resultou nesse registro bem legal, que infelizmente não consegui postar no insta por conta do tamanho.

Tirada em Fevereiro de 2017

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Todas as fotos são apenas registros amadores, tiradas por um simples celular e que não precisam ser levadas a sério, são apenas resultados de um hobby pessoal. Algumas possuem qualidade visual e outras não, mas é isso que dá personalidade a elas 🙂

 

Escrito ao som de: Joji – Thom

DEVOLVE AÍ IRMÃO!

Se sair de casa sem celular me faz sentir nú, imagina só quando alguém começa a explorar minha intimidade móvel sem consentimento prévio, me sinto assediado!

Talvez assédio seja uma palavra meio forte, mas convenhamos, todos sentem aquela pontada no peito ao entregar o celular na mão do coleguinha para ele ver X, e quando você se dá conta ele está vendo Y, Z, perigando trombar até com aquele nude enterrado nos confins da bendita galeria de fotos.

Estava conversando com uma amiga, e papo vai papo vem, esse assunto acabou surgindo, logo minha cabeça começou a trabalhar nessa relação que existe entre intimidade x celular. Claro, existem dois tipos de pessoas, as que usam o aparelho como uma simples ferramenta, usada de vez em quando, e aqueles que usam o celular como um espécie de compilador de toda a sua vida, e gostaria de admitir que pertenço a esse segundo grupo, afinal se parar para pensar, boa parte da minha existência nos últimos meses está sintetizada naquele pequeno aparelho.

Sabe, não é como se tivesse recheado de gente nua e sexo selvagem, mas meu celular tem bons momentos de minha intimidade, tipo aquelas fotos da galera, marmanjos entre 21/24 anos, brincando em um parquinho em plena madrugada, ou foto de umas comidas feias que faço, fotos de minha família no cotidiano, prints de coisas bobas que vejo no Instagram e mais uma série de bobeiras que são importantes para minha pessoa, as quais se eu não estiver na vibe, vou proteger dos olhos alheios com unhas e dentes. Basicamente o que todo mundo faz, exceto a galera que é usuário ativo do Tinder.

 

Escrito ao som de: RICE BALLS – Pink Guy

Link: https://youtu.be/LeMVDuIO3J0