distanciamento.

Tem um tempo que venho me sentindo um pouco esquisito e há poucos minutos um amigo perguntou “está achando esquisito estar bem?” (rindo de nervoso), e fiquei me perguntando o porquê de sentir esse comichão esquisito em meus pensamentos, afinal as coisas estão bem, dentro do possível.

Claro, estar bem ou não é um questão de ponto de vista, e no fundo esse relato é sobre isso, mas gosto de tratar tudo como uma espécie de análise do distanciamento. Ao conversar com I. sobre esse texto e a idéias por trás dele, percebi o quando a distância se desdobrou em uma companheira fiel, querendo ou não.

Imagine um tabuleiro, como o de xadrez mesmo, e ali no meio existe um peão sozinho, vendo a sua frente os objetivos e a sua origem atrás, bem como os companheiros, os quais alguns irão trilhar um caminho parecido com o do peão, mas outros simplesmente escolhem outra rota, afinal o jogo é assim. Eventualmente vão se cruzar, mas no fim cada um toma uma rota e um destino. Inclua nessa análise torta a ideia da tomada de decisão, que por vezes é feita sob perspectiva e outras por puro oportunismo.

O ponto é que no fim das contas me vejo entre o antes e o depois, o que um dia fui e o que estou prestes a me tornar, levando comigo a esperança da inconstância, mas também o medo dela, afinal nada está tão ruim que não possa piorar, né?

No final das contas eu também não posso reclamar demais, afinal ainda tenho quem me de suporte, mesmo que poucos, bem como esse espaço para relatar aos que tenham paciência para ler, e às vezes consigo até um lugar para sentar no metrô durante o horário de pico.

É, poderia ser pior.

 

 

Escrito ao som de:

FURE AQUI!

Sentimentos ruins geram bons textos

a vida nessa cidade tem moldado algo novo.

Sente-se, vamos conversar.

Volte pra casa.

 

Mais cedo li sobre amor e liberdade. F*da-se.

DAMN.

Hoje a janela do ônibus refletiu meu olhar mais desesperançoso.

É tudo uma questão de suporte, amor.

 

Ela me disse escreva. Papel, caneta ou teclado é um santo remédio.

Elas.

As marcas do hoje ainda custam a sumir. Imagino a cangaia do amanhã.

 

Lealdade? Ni**uh, do you even know the way?

Pernas cruzadas ao fim do ‘dia’ e a vontade de algo melhor.

Na madrugada as vontades gritam e felizmente eles não ouvem.

 

(Esse foi um exercício para me acalmar. Só procurei escrever o que me vinha a cabeça, do título até o último ponto. Enfim.)

 

 

 

 

 

Nada mal para uma quinta feira.

Acabo de chegar em casa. Só consegui tomar banho e fazer ago quente pra beber. Fiz questão de vir o mais rápido possível para o computador porque estou feliz. Para não parecer que minha vida é deprimente e etc, venho por meio deste explanar um pouco das razoes de minha felicidade.

Primeiramente acredito que estar feliz vem muito das pequenas coisas que deixam aquele gosto de quero mais, dito isso, vamos lá.

Geralmente prefiro escrever sobre felicidade, mas nos últimos tempos venho passando por momentos bem difíceis, e foi com esse pensamento que levantei, peguei o busão 775V – 10 e me pus a caminho do trampo. Reclamei o caminho inteiro no ouvido de I, que como de costume me escuta, apoia e incentiva sempre, mas mesmo assim cheguei em clima meio fúnebre ao trabalho.

Meu relógio de ponto está quebrado a três dias, o que já me parecia uma espécie de mau presságio, mas no final das contas, cheguei a confeitaria do restaurante que  humildemente exerço minhas funções. Logo de cara dois colegas de trabalho conversaram comigo e queriam saber como estava. Essas pequenas demonstrações de afeto me conquistam demais, sabe.

Bem, me coloquei a trabalhar e logo me peguei nadando, gíria de cozinha que usamos para designar aqueles que estão atolados em trabalho. Isso porque hoje iria rolar um evento para 850 pessoas na casa, o que estava me tirando o sono há alguns dias.

Depois de meu intervalo senti que o bicho ia pegar, afinal as coisas iriam acontecer a partir daquele momento. Tivemos um briefing e tudo foi alinhado. O evento começou e meu medo começou a passar, por mais que estivesse acelerando a cada minuto que passava. No final das contas não trabalhei menos que o de costume, na verdade trabalhei bem mais, mas a organização, atenção e principalmente medo de errar, fizeram dessa experiencia algo muito satisfatório.

O serviço foi entregue, não houve gritos, pressão muito menos dificuldades, só rolou trabalho duro e entregamos o que foi proposto. No final ainda tivemos um momento de alívio durante o serviço, onde o chef trouxe cerveja para todos e brindamos o sucesso de mais um evento.

Amanhã tem mais e certamente será muito mais complicado que hoje, mas tudo bem, estou feliz.

🙂

 

Escrito ao som de:

 

(a música é triste mas adoro ela)

O sumiço.

Esses dias sentei na entrada do metrô.

Estava frio, não vim preparado para esse tipo de coisa,

18:35 metrô da Faria Lima,

Sento, mãos nos bolsos de uma calça surrada, observo.

 

Naquele momento desacelerei, e por alguns minutos vivi

Engraçado,

Sentir-me humano justamente por conta da dor.

O sangue quente faz parecer que aguento de tudo.

 

A vida nesse tipo de lugar te deixa dormente,

Ônibus, trem, metrô, xingamentos, gírias e cigarro.

As vezes para relaxar, um programa sensacionalista.

Tsc, as pessoas desse lugar estão ficando loucas.


Entre uma batalha e outra, existe a calmaria.

Calmaria com gosto de Tylenol.

Do fundo do mar, observo a guerra na superfície,

Junto forças para ir lá e derrubar dois ou três antes de cair.

.

Escrito ao som de:

Um 220v em mim mesmo.

Minha vida deu mais uma reviravolta, e por meio deste, venho deixar explícito, para qualquer um, as diretrizes que tenho a obrigação de abandonar ou cultivar nesse novo ciclo. Ah, isso foi ideia de I., devo agradecer a ela antes de mais nada.

Ao som da abertura de Chrono Trigger (PS1), venho apresentar minha nova cartilha para os próximos meses/anos.

O que fazer?

  • Não ter medo das pessoas.
  • Exercitar o corpo.
  • Acreditar em mim mesmo.
  • Dormir bem e na hora certa.
  • Trabalhar.
  • Comprar um PC novo.
  • Juntar dinheiro para cursos e tatoos.
  • Conhecer todos os restaurantes que aconoanho (que não são poucos).

O que não fazer?

  • Acordar tarde.
  • Levar o blog como uma obrigação.
  • Ficar em casa o dia todo.
  • Corpo mole.
  • Beber de mais.
  • Fumar.
  • Me deixar abater.

 

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Sei que parecem ideias muito simples, e de fato são, mas sabendo como eu mesmo funciono, pretendo dar a liberdade a qualquer seguidor do blog, ou amigo, de me lembrar o que realmente importa, e como devo me portar para alcançar meus objetivos.

Estou saindo de MG em direção à SP, me desejem sorte amigos.

 

Escrito ao som de: Chrono Cross Openin

Pensamentos de uma magrudaga: ensaio para o que está por vir?

Esta tem sido uma noite bem agitada, não no sentido físico, mas sim no emocional da coisa.

Enquanto boa parte dos que me rodeiam no círculo das redes sociais estão levandando ao limite o termo sextou, não saí do aconchego de meu quarto, porém se engana caso pense que tive uma noite morna e sem sal. O que quero dizer, é que em meio a essa madrugada, minha vida foi ensaiando o próximo ato.

Entre conversar com amigos, familiares e namorada, atividades não muito profundas e aulas de filosofia em formato pocket, me sinto mais preparado para o que está por vir. 

Conversando com G., um grande amigo, foi levantada a idéia de que “a calmaria se torna esquisita, quando o caos e desordem são a base da normalidade”, e por mais óbvio que pareça, esse estralo representa muito bem o que vivo hoje. Não me sinto à vontade em largar meus problemas atuais, por mais nocivos que sejam, para me agarrar a esperança de uma nova situação. Confuso? É, eu sei.

Olhar para dentro de si mesmo e encontrar as ferramentas para interpretar o contexto em que está inserido, de fato é muito satisfatório, mesmo quando a resolução do conflito se mostra uma desanimadora.

Minha vida inteira se tratou de um ensaio para o momento que vivo hoje, entretanto me sinto tão preparado quanto um recruta que é mandado para a guerra sem treinamento algum.  O mais engraçado é que não importa a situação e o treinamento, nunca consegui encarar de frente o que me era imposto, passar por cima dos problemas como se não fossem grande coisa.

Veja nossos pais, os meus, os seus, certamente quando éramos mais novos e olhavamos para eles resolvendo todo tipo de problemas e impasses com tanta naturalidade, pensávamos que estava tudo sob controle, afinal eles eram como verdadeiros super-heróis que dormiam no quarto ao lado, mas conforme o tempo passa e começamos a mudar nossa ótica de mundo, passamos para o outro lado da situação, o de quem precisa resolver problemas espinhosos sem perder o rebolado. É cômico pensar que nossos pais já estiveram tão perdidos quanto nós!

Dentro de meu peito existe essa salada de sentimentos, a qual esse texto representa um mero adereço em todo o plano, mas acreditem, faz sentido para quem escreve. Lidar com variáveis que fogem totalmente do meu controle, e com verdadeiras provas de caráter, tem sido minha rotina nos últimos tempos, mas acredito que dias melhores estão por vir. Apesar de parecer um clichê de filme romântico.

Peço desculpas por todo esse nó 🙂

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Escrito ao som de: Kendrick Lamar – Alright

Amizade

Ouvir áudio em grupo de aplicativos de mensagens é uma tarefa para a qual não tenho a mínima aptidão!

Estava aqui, nessa madrugada de sexta feira assistindo a mais uma série de gosto duvidoso, dessa vez é a mais nova temporada de The 100, e eis que recebo dois tímidos áudios em um grupo daquele aplicativo de mensagens, o verde. Basicamente ignorei, afinal sou muito inquieto para áudios, ainda mais de longa duração, cerca de um minuto cada um, e acabei só fui dar a devida atenção quando um outro amigo respondeu em baixo. Fiquei curioso e fui ouvi-los.

Fazia muito tempo que não sentia uma angústia tão forte, afinal aqueles dois áudios sintetizavam a relação de amizade que existe entre minha pessoa e meus amigos de escola.

Eu e meus amigos mais próximos não chegamos a estudar todos juntos, existe até uma certa janela de idade entre nós, mas de certa forma nos aglutinamos com uma liga mais forte do que o convívio em sala de aula pode gerar. Nunca fui um cara fácil de socializar, quando mais novo me falavam que isso se devia a cara fechada que eu adorava trajar, e quando envelheci um pouco mais e saí de casa, essa dificuldade persistirá por os mais variados motivos.

Ao longo de minha vida fiz três cursos, em duas faculdades diferentes, arrumei inúmeros empregos e estágios, morei em quatro das cinco regiões do país, mas ainda assim só consegui cultivar poucas amizades realmente duradouras, essas que faço questão de zelar com o devido cuidado. Sou daqueles que prefere qualidade a quantidade, mesmo que nos momentos de solidão eu acabe amargando um pouco essa escolha. O mais engraçado é que neste momento acabo de ter um dos momentos mais doces que uma amizade pode proporcionar: se sentir verdadeiramente querido, mesmo à distância.

Fiquei tão feliz que quando ao menos percebi, estava com a caixa de texto aberta, escrevendo e através do próprio celular. Para quem estava vivendo dias bem difíceis até pouquíssimo tempo atrás, vejo no horizonte sinais de uma boa reação, mesmo que a passos curtos. Até lá, seguramos a barra.

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Escrito ao som de: Post Malone – Go Flex

Sobre digestão de problemas

 A tomada de decisão é um dos dons que definitivamente não tenho.

Tomar boas ou más decisões dependem muito do referencial, afinal qualquer situação é composta por duas faces. Quando olho para trás nesses últimos anos, vejo uma espécie de areia, marcada por minhas pegadas e cheia de tropeços, como se não conseguisse andar em linha reta por muito tempo.

Olhando essas marcas lembro de cada situação, e do quanto precisei me adaptar para continuar andando em frente, mesmo que isso significasse dar um passo para trás, respirar fundo e continuar seguindo.

Muito se aprende com os tropeços, e pensando aqui com meus botões, nesse processo de amadurecimento a parte mais importante está justamente em aprender a digerir toda a situação. Admitir derrota, juntar os frangalhos de orgulho próprio, aprender a se perdoar, identificar os erros e principalmente seguir em frente sem olhar para trás levando apenas o próprio aperfeiçoamento como fruto do passado longínquo.

Acho que esse texto deve estar com uma vibe de autoajuda, melancólica e bem confusa, não é? Peço desculpas, eu acho, mas as coisas andam nebulosas pra minha pessoa, e gosto bastante de compartilhar os reflexos do que se passa comigo aqui nesse espaço que alimento com bastante carinho, apesar da diminuição da frequência dos posts.

Enquanto escrevia o telefone tocou e J, um grande amigo, falou que estava com problemas para finalizar o tcc, afinal estava saturado daquela tarefa árdua, e acabei chegando a conclusão de que todas as vezes que escrevi foi porque usei o que sentia como tinta nessa página em branco.

 

Escrito ao som de: Cabvno – F e e l i n g s

 

Pai, filho e futebol.

Agora a pouco o Flamengo acabou de perder a final da Copa do Brasil para o Cruzeiro, em uma disputa de pênaltis, que segundo meu irmão, teve uma atuação patética do goleiro rubro negro.

Quando mais novo, nos tempos de escola, lembro bem que sempre fui um dos últimos a ser escolhido na hora da divisão dos times de futsal, o que me deixava pra baixo, apesar de saber da minha condição enquanto perna de pau. A solução foi jogar na defesa e usar meu peso extra para derrubar os melhores da turma. Me recordo também dos amigos que viam futebol, comentavam a respeito, discutiam calorosamente e digladiavam para provar o porquê seu time do coração era o melhor, enquanto isso eu pensava naquele desenho ou jogo que passei o final de semana assistindo. Coisa de infância, sabe.

O ponto é o seguinte, nunca fui chegado em futebol, como devem ter percebido, o que deixava meu pai chateado antigamente, “Você num acha que joga demais meu filho? Gosta de bola não?” dizia o grande S. Eu ficava sem jeito por não corresponder a esse tipo de expectativa. Meu pai torce para o Flamengo, uma das poucas coisas que o faz vibrar de alegria, então como todo filho, acabei começando a torcer para o mesmo time, como forma de nos aproximar. Mesmo sabendo que o flamengo capenga com força desde sempre.

Meu irmão começou torcendo para o Fla também, mas acabou virando São Paulino com o passar dos anos, coisa que não aconteceu comigo, afinal ainda sinto essa vontade de agradar, mesmo que seja uma vontade para atender uma demanda que eu mesmo criei.

Hoje, enquanto o jogo rolava, estava no quarto jogando Naruto (pois é), mas estava ouvindo o caminhar do jogo através dos ruídos da televisão da sala, e a queima ou não de fogos de artificio, que eventualmente rola nessas partidas importantes. Foi engraçado, porque meu pai estava de saída para o serviço quando falou no grupo da família, aquele do aplicativo verde, “R, como está o jogo?”, e meu irmão retrucou dizendo que estava bem equilibrado e que iriam para os pênaltis.

A partir daquele momento fiquei de orelhas em pé, para qualquer ruído fora do comum. Passados alguns minutos ouço Galvão berrar algumas vezes, porém ele deu um berro bem mais duradouro que os anteriores, naquele momento uma leve tensão me correu o corpo. Fogos de artifício estourando na vizinhança (moro no interior de MG, atualmente). Cruzeiro campeão e meu pai saiu para trabalhar. Me veio um certo desapontamento sabe, mas tudo bem, não é algo que faça diferença para minha pessoa por si só, entretanto faz para o meu velho, e saber que ele se animou com algo, me deixa feliz. De qualquer forma, mais sorte pra ‘nosso’ time na próxima, não é pai?

(ah, parabéns aos cruzeirenses)

 

Escrito ao som de: The Outfield – Your Love

 

Sugestão: Meteoro Brasil

Cansado de sentir vergonha ao abrir a aba “em alta” do YouTube? Pois é, eu também!

Continuando minha pequena série sobre bons canais do YouTube com poucos inscritos, hoje lhes trago o “Meteoro Brasil”, canal recém chegado a plataforma do botão vermelho, e que traz análises super profundas sobre os desenhos que mais amamos.

Bem como o “Entre Planos” (da uma procurada aqui no blog pelo post que fiz dele) o Meteoro também é um descoberta recente e que logo de cara me inscrevi. O canal trata  de cultura pop, ciência e filosofia, analisando animações, filmes e séries. Os apresentadores são desenhos feitos a mão, recortados e também animados.

Por mais que a primeira vista pareça infantil, temas como liberalismo econômico, niilismo, ditadura militar, budismo, taoismo e tantos outros, são apresentados de forma didática e muito bem estruturada, que fazem repensar a forma como enxergamos alguns desenhos animados. Seja a família disfuncional em Bojack Horseman, o feminismo em Steven Universe ou a Divina comédia em O Segredo Além do Jardim, o Meteoro virou uma de minhas inscrições favoritas, e é o típico canal que torço para que conquiste milhões de inscritos.

Atualmente possui 26 mil inscritos, 26 vídeos no ar, uma frequência absurda de postagem tendo em vista a qualidade das produções, tudo isso em pouco mais de cinco meses de atividade.

Um de meus vídeos favoritos do canal é “O segredo além do jardim e a Divina Comédia”

Link: https://youtu.be/tVJYpgWjkDM

 

Escrito ao som de: stream do Rock in Rio – Justin Timberlake

Link: http://rockinrio.com/rio/pt-BR/live/