A vontade de ser diferente e a volta pra casa.

Tem uns dias que abro essa página em branco com muitas vontades e planos para passar para o papel, entretanto é uma enxurrada de sentimentos que me deixam sem ação e acabo por passar a madrugada inteira vagando por essa internet de meu deus.

Sabe, desde que sai do trabalho mais cedo, estava com muita vontade de fazer meus dedos correrem pelo teclado, então assim que pude agarrei o PC e cá estou, transformando esse ‘sabe-se lá o que’ que estou sentindo em algo que não faço ideia.

Ultimamente minha vontade de escrever aflora muito quando ando de ônibus. Talvez seja por conta da condição de observador e da sucessão de contatos, instantaneamente firmados e desfeitos com o que se passa ao meu redor. A parte triste é que muito se perde, por conta da minha preguiça de sacar o celular e ficar digitando aos embalos dos solavancos de minha carruagem.

Veja bem, mais cedo estava sentado próximo ao motorista, ouvindo Rae Sremmurd no último volume e comendo o combo da quinta feira do MC, o glorioso Cheedar McMelt, que em minha opinião é o maior acerto do palhaço. Estava lá me remexendo ao som da música e pensando o quanto essa mistura de hiphop com fastfood combinava. É como se ambos os lados representassem grandes expoentes da industria em seus respectivos campos, e somado isso a uma cultura urbana meio poop de internet, parece que temos uma espécie de casamento, muito bem sucedido, diga-se de passagem.

Mais a frente me deparo com um senhor, empunhando uma latinha de skol na mão, em posição que se assemelhava muito a minha, então logo imaginei que estava saindo de seu respectivo trampo (paulista fells). Logo lembrei de algumas coisas que já presenciei e do quanto as pessoas gostam de se entorpecer, principalmente em grandes centros. O mais curioso é que em minha cabeça, parte dessa vontade vem do trabalho; maior ditador de ritmo de vida que conheci.

Ah! Lembrei também de outra ocasião. O caso do hotel motel! Confuso? Deixa que explico. Acontece que em um dos caminhos que uso para chegar em casa existe esse prédio escuro com apenas um letreiro luminoso pequeno e em vermelho bem vivo escrito algo que até hoje não consegui entender se é “hotel” ou “motel”. A primeira letra é´feita de um jeito meio esquisito, o que deixa a compreensão bem confusa. Algum dia eu chego a uma conclusão quanto a esse letreiro (risos).

Bem, já estou perdendo o foco nesse texto, então melhor deixar para compartilhar novos relatos da filosofia do busão nas próximas noites, ou não, sei lá. Agora eu vou ali fingir que me divirto às custas de algumas horas de sono.

 

Até mais.

A imagem é meramente ilustrativa (?)

 

Escrito ao som de:

 

Sobre digestão de problemas

 A tomada de decisão é um dos dons que definitivamente não tenho.

Tomar boas ou más decisões dependem muito do referencial, afinal qualquer situação é composta por duas faces. Quando olho para trás nesses últimos anos, vejo uma espécie de areia, marcada por minhas pegadas e cheia de tropeços, como se não conseguisse andar em linha reta por muito tempo.

Olhando essas marcas lembro de cada situação, e do quanto precisei me adaptar para continuar andando em frente, mesmo que isso significasse dar um passo para trás, respirar fundo e continuar seguindo.

Muito se aprende com os tropeços, e pensando aqui com meus botões, nesse processo de amadurecimento a parte mais importante está justamente em aprender a digerir toda a situação. Admitir derrota, juntar os frangalhos de orgulho próprio, aprender a se perdoar, identificar os erros e principalmente seguir em frente sem olhar para trás levando apenas o próprio aperfeiçoamento como fruto do passado longínquo.

Acho que esse texto deve estar com uma vibe de autoajuda, melancólica e bem confusa, não é? Peço desculpas, eu acho, mas as coisas andam nebulosas pra minha pessoa, e gosto bastante de compartilhar os reflexos do que se passa comigo aqui nesse espaço que alimento com bastante carinho, apesar da diminuição da frequência dos posts.

Enquanto escrevia o telefone tocou e J, um grande amigo, falou que estava com problemas para finalizar o tcc, afinal estava saturado daquela tarefa árdua, e acabei chegando a conclusão de que todas as vezes que escrevi foi porque usei o que sentia como tinta nessa página em branco.

 

Escrito ao som de: Cabvno – F e e l i n g s

 

Cultura de Internet? #2

Nesse inicio de madrugada de segunda, ansiedade lá no topo, costas doendo por estar digitando em uma posição medonha, e vamos em frente!

Me sinto um tanto quanto idiota por estar elaborando um post sobre memes, enquanto converso com I., que está comigo em uma chamada de vídeo, discorrendo sobre grandes obras da literatura nacional. O gastrólogo que era péssimo em estudo da língua, agora está ao lado de uma professora de português, com foco em literatura e clara aptidão para linguística. Que ironia meus amigos!

Pegando gancho em minhas desventuras, vamos a esses maravilhosos diamantes que a internet forjou nas profundezas de seus fornos alimentados a humor da pior qualidade.

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Quando I. vem brigando para o meu lado sempre resolvo tudo com muita classe.

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Enquanto penso e ela não para de cantar Elis Regina, achando que eu não estou ouvindo.

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Claro, nem sempre tomo boas decisões, geralmente erro umas duas vezes antes de acertar.

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O melhor de tudo é que sirvo de entretenimento pra ela.

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No meio da situação perco a paciência comigo mesmo diversas vezes, como de costume.

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Ela me acalma e solto um sorriso amarelado, tentando fingir que tudo está tranquilo. Pois bem, no final das contas chegamos em uma solução e vida que segue.

Bônus:

Ela ama Masterchef e programas de culinária. Assisto porque ela me ‘instiga’.

Instigar = obrigar

 

Bom, vocês já devem ter entendido como as coisas funcionam, então vamos deixar a continuação desta mini série para outra ocasião. Claro, isso se quiserem. Melhor eu ir dormir porque amanhã o dia vai ser longo.

 

Escrito ao som de: The Sixth Station (Spirited Away)

Cultura de internet?

Hoje acordei com a cabeça literalmente f***da, e em meio as incertezas que a vida me presenteou (pretendo falar a respeito em breve), eis que recebo uma luz!

Obrigado, I.

Bom, tendo em vista a minha mudança de humor e ganho de potencia de agir, não pretendo transformar esse espaço em uma espécie de muro das lamentações pessoal, afinal todos tem problemas e está uma tarde bonita lá fora, a jabuticabeira da firma está dando frutos e não vejo motivos para reclamar, ao menos não por enquanto.

Bom, mudando de assunto e ainda nessa pegada mais alto astral, estou rindo internamente com uns memes que acabei de lembrar. Primeiramente temos esse, que arrancou tantas risadas de um amigo, que acabei rindo junto até a barriga doer:

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Não consigo parar de rir auahuahauh

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Enquanto escrevia o post de ontem, fui procurar imagens da relação entre pais e filhos, eis que me deparo com essa gif maravilhosa. Só não virou capa do post anterior por ser extremamente pequena.

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Ainda na pegada dos Simpsons.

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Representação básica de como lido com meus problemas

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Não existe risada capaz de expressar o que senti ao encontrar esse aqui pela primeira vez.

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Ah Siqueira, como eu te adoro!

Bom, já chega de spamar memes na vida de vocês, eu acho que vou ali chupar umas jabuticabas enquanto observo os carros passarem. Como já disse o Tame Impala, a solitude é uma benção. Espero que tenham soltado ao menos uma risadola nesse meio tempo que passamos juntos. Nos vemos na madrugada.

 

Escrito ao som de: Tame Impala – Solitude is Bliss