Introspecção

Domingo à noite, já sinto a melancolia à espreita.

Domingo, final de tarde, xícara com café em punhos e já começo a sentir aquela melancolia tomar conta do meu ser. Confesso que esse espaço só existe por conta desse sentimento contraditório, que vem como onda e subverte todo meu ser, deixando um gosto agridoce no paladar. Ou seria esse café com mel que estou tomando?

Bom, confesso que esse último suspiro do final de semana está sendo um tanto quanto prazeroso, apesar dos acontecidos (vide post anterior). 

Estava conversando com I. e em meio a nossa discussão, ela veio perguntar porque os derradeiros momentos do final de semana eram tão contraditórios. Não sei para vocês, mas para minha pessoa, sinto como se estivesse em meio a uma disputa, onde a anunciação da nova semana lutasse contra o ferido e experiente final de semana, onde a vitória seria recompensada com meu amor. Geralmente o nobre cavaleiro semanal vence e me faz ficar de molho em casa, recuperando forças para o que me espera no dia seguinte, mas vez ou outra, o experiente final de semana vence e me faz aventurar em alguma última farra, como quem se despede de um grande amigo. 

Sabe, quanto mais envelheço, mais nítida essa luta se torna.

Esse papo está bem abstrato mas imagino que não seja de impossível compreensão. Quando for mais tarde, certamente a melancolia irá se abater sobre esse que vos fala, aí elaboro um post mais leve, certamente cheio de memes, para finalizar essa domingueira.

(Blogar através do celular é muito ruim)

Escrito ao som de: Lazerhawk – So Far Away

Mudanças, o combustível da ironia?

 

O simples fato deu estar aqui é uma ironia sem tamanho.

Sabe, sempre fui péssimo quando o assunto era língua portuguesa. Lembro do ensino médio, aquelas aulas de redação durante a tarde, quando me deparava com uma folha em branco e espremia ao máximo minhas idéias, tentando gotejar uma ou duas frases, que magicamente pudessem se transformar no texto que me tiraria daquela lamúria.

É engraçado como a vida foi acontecendo comigo, e provavelmente com você que está lendo este relato. Quantas vezes já se deparou com situações que seriam uma total afronta ao seu “eu do passado”? Claro, é totalmente natural que no processo de crescimento as mudanças sejam implacáveis, entretanto é muito divertido revisitar as próprias memórias e se divertir com a forma que um dia nós mesmos assumimos.

Voltando aos tempos de escola, lembro bem que exatas e ciências da natureza compunham as matérias que dominava com mais facilidade (não o suficiente para ser referência, mas desenrolava bem), e obviamente usei essa aptidão para escolher meu primeiro curso na faculdade. Um erro tão grande que arrepio só de lembrar (rindo de nervoso). Naquela época vivi um período bem complicado, afinal mudar sob condições tão severas pra um adolescente recém saído de casa, aos 18 anos, não era das tarefas mais fáceis.

Tomar no c* ajuda a criar caráter, e faz momentos como esse, de revisitação ao passado ficarem mais gostosos do que nunca. Café acompanha, claro. Inclusive, continuo esse texto depois, o café acabou.

 

Escrito ao som de: Daft Punk – Random Access Memories (Full Album)

Link: https://youtu.be/pSwUztIvlBc