O mundo é um moinho

Hoje acordei super tarde, vide último post para ver o motivo, e por alguma razão estou com essa ideia do título impressa em meu ser. Seria a depressão de domingo batendo mais cedo que o de costume?

Bem, não sou um grande conhecedor da música nacional, então não me envergonho de admitir que conheço apenas duas músicas do Cartola, mas ainda assim, sinto que cada uma delas toca de forma muito particular e complementar, dentro desse que vos escreve.

Enquanto fazia meu café, sentia o corpo anestesiado por essa ideia, pensando em quantas vezes já não havia sido vítima dessa força descomunal que o mundo já exercerá contra minhas vontades. Ainda estou me recompondo da última pancada, então esse pensamento faz tanto sentido que chega a entristecer. Afinal né sinto à beira de um abismo, figurativamente claro, onde não faço ideia qual rumo deva tomar.

Estou em frente de casa, meu companheiro de morada está na sala vendo um filme de ‘bang, bang’, precisei cortar a conversa com I. na metade e recusar uma das raras ligações de meu irmão, tudo isso para conseguir pegar no celular e simplesmente colocar pra fora essa melancolia que sobre minha pessoa se abateu.

Dias atrás I. comentará o quanto consigo escrever bem quando estou nesse estado mais melancólico do ser. Confesso que gosto quando as coisas fluem bem, mas odeio ficar nesse estado latente, afinal não faz bem para aqueles que estão a minha volta.

Café acabou e acho melhor buscar outra xícara, na verdade acho que vou buscar a garrafa e aproveitar esse final de tarde. Por vezes devo admitir que a melhor companhia é a de si mesmo, afinal, ajuda a sentir o gosto amargo que as situações vividas deixaram na na boca. As vezes dá até para aprender a apreciar essa sensação, diferenciando as nuances e evitando aquilo que é insuportável.
Escrito ao som de: Cartola – O mundo é um moinho

Ninho com Nutella vs o Mundo

Ninho com nutella, praticamente uma praga no mundo doce atual.

Confesso, sou um grande apreciador de doces, por assim dizer, porém nos últimos dois/três anos, venho notado que um ‘sabor’ em específico vem dominando o mercado de doces em geral, o controverso leite ninho com nutella.

Mesmo gostando bastante de doces, esse sabor 100% industrial nunca me ganhou o coração, afinal como pode a nutella e o leite ninho serem elevados ao status de ingrediente? Certamente isso é um reflexo do mundo que vivemos, e do quanto o paladar pode ser infantilizado. Posso parecer um caga regra ao dizer isso, mas convenhamos, não existe complexidade, nuances, variações ou qualquer aspecto minimamente interessante nesses dois sabores.

Não estou dizendo que devemos abominar esses sabores, afinal eles são bons para alimentar, com as devidas ressalvas, obviamente.

É muito divertido explorar o mundo dos sabores, mas é sempre bom começarmos a olhar de forma crítica alguns hábitos alimentares, mesmo que bobos. Não precisa parar de comer picolé, torta, pavê, bolo, pastel, docinho de festa, milkshake ou qualquer outro produto que conseguirem enfiar esse sabor, mas tente ao menos intercalar com algo verdadeiramente genuíno.

 

Escrito ao som de: French Montana – Unforgettable ft Swae Lee

Link: https://youtu.be/CTFtOOh47oo