Amizade

Ouvir áudio em grupo de aplicativos de mensagens é uma tarefa para a qual não tenho a mínima aptidão!

Estava aqui, nessa madrugada de sexta feira assistindo a mais uma série de gosto duvidoso, dessa vez é a mais nova temporada de The 100, e eis que recebo dois tímidos áudios em um grupo daquele aplicativo de mensagens, o verde. Basicamente ignorei, afinal sou muito inquieto para áudios, ainda mais de longa duração, cerca de um minuto cada um, e acabei só fui dar a devida atenção quando um outro amigo respondeu em baixo. Fiquei curioso e fui ouvi-los.

Fazia muito tempo que não sentia uma angústia tão forte, afinal aqueles dois áudios sintetizavam a relação de amizade que existe entre minha pessoa e meus amigos de escola.

Eu e meus amigos mais próximos não chegamos a estudar todos juntos, existe até uma certa janela de idade entre nós, mas de certa forma nos aglutinamos com uma liga mais forte do que o convívio em sala de aula pode gerar. Nunca fui um cara fácil de socializar, quando mais novo me falavam que isso se devia a cara fechada que eu adorava trajar, e quando envelheci um pouco mais e saí de casa, essa dificuldade persistirá por os mais variados motivos.

Ao longo de minha vida fiz três cursos, em duas faculdades diferentes, arrumei inúmeros empregos e estágios, morei em quatro das cinco regiões do país, mas ainda assim só consegui cultivar poucas amizades realmente duradouras, essas que faço questão de zelar com o devido cuidado. Sou daqueles que prefere qualidade a quantidade, mesmo que nos momentos de solidão eu acabe amargando um pouco essa escolha. O mais engraçado é que neste momento acabo de ter um dos momentos mais doces que uma amizade pode proporcionar: se sentir verdadeiramente querido, mesmo à distância.

Fiquei tão feliz que quando ao menos percebi, estava com a caixa de texto aberta, escrevendo e através do próprio celular. Para quem estava vivendo dias bem difíceis até pouquíssimo tempo atrás, vejo no horizonte sinais de uma boa reação, mesmo que a passos curtos. Até lá, seguramos a barra.

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Escrito ao som de: Post Malone – Go Flex

Saudosismo pamonhístico 

Wonderwall ao telefone, tarde nublada, olho através da janela e me sinto um personagem de “imagens Tumblr”.

Baboseiras à parte, essa tarde tem um clima mais gostoso do que as que vivi durante a última semana. Motivo? Bem, acho que provavelmente é porque me desprendi de alguns problemas e estou ouvindo música desde que acordei.

Parece que esse tempo a sós comigo mesmo, em meio ao caos que me rodeia está sendo bem gostoso de viver, afinal, estou sendo um mero espectador. Divertido pra cara$&#, admito.

Nesse momento vieram me entregar uma pamonha. Engraçado porque qualquer pamonha que eu não esteja envolvido no processo de fabricação, acho extremamente esquisito, afinal lá em casa, meu pai trazia um saco de milho e todos debruçavamos em torno daquele mundo de espigas. Eu odiava quando mais novo, afinal dava muito trabalho, mas hoje quando olho para trás, acho o máximo, afinal era um verdadeiro evento familiar, sabe.

Hoje, morando longe de casa, sinto muita saudades de tudo, até mesmo das partes mais difíceis e trabalhosas. Chega a ser engraçado como as coisas funcionam, afinal bem como às pamonhas, haviam muitas outras situações que me tiravam do sério anos atrás, mas conforme as coisas foram desenvolvendo, comecei a sentir falta ate mesmo de meus problemas do passado. Isso sim que é saudosismo, não acham?

Escrito ao som de: Mama – Blue Jonas

Efeito Cuphead?

Geralmente quando venho de uma maré de dias ruins, me dar de cara com um dia minimamente satisfatório chega a ser um espanto.

Hoje estava pensando o que escrever, pensando se tentava elaborar um texto profundo, denso e cheio de camadas, mas as vezes eu mesmo esqueço de como a banda toca por aqui. Não elaborei esse espaço pra textão de Facebook, só estou tentando me divertir e me conhecer melhor, vendo como minha própria cabeça funciona, e em meio a esse processo me surgiu uma sensação engraçada, a qual gostaria de compartilhar.

Ontem, 29 de Setembro de 2018, foi lançado o jogo “Cuphead: Don’t Deal With the Devil”, que conta a história de Cuphead e Mugman, irmãos que acabam negociando as próprias almas com o diabo, devido a uma aposta em um cassino. Apresentando a história dessa forma, parece um jogo extremamente pesado, mas a estética usada nesse jogo remete as animações da Disney dos anos 30, o que deixa tudo com um ar retro, aparentemente infantil e nada macabro.

Em outro momento de meu dia, estava acompanhando uma livestream no YouTube onde um dos apresentadores reclamou “nossa, sinto falta daquele palito premiado da Kibom”, o que me fez instantaneamente lembrar que já achei um palito daqueles, que me rendeu um segundo picolé. O mais legal foi o comentário que veio em seguida por parte do apresentador “hoje em dia só vem escrito ‘madeira de reflorestamento’ e mesmo sabendo disso, toda vez fico na esperança de ser o tal palito premiado”, coisa que até hoje também faço.

Bem, o desenho jogável de Cuphead, o palito premiado da Kibom e tantas outras referencias ao passado, me fizeram lembrar um pouco ‘das antigas’, adoro esse termo, onde alguns aspectos eram menos descomplicados, não que fosse necessariamente melhor. O ponto é que não quero ser saudosista, mas sinto uma certa saudade de desenhos mais exagerados, feito Tom & Jerry antigo, o Pica-Pau da era de ouro, aquele que tinha uma estética anos 50 e de ganhar uns picolés de graça por aí.

Escrito ao som de: DK Country – Aquatic Ambiance

 

80s

Se você passa parte do seu tempo explorando a internet, mesmo que apenas através do feed do Facebook, certamente já se deparou com alguma referencia aos anos 80. Bom, dissecar esse tema renderia um verdadeiro artigo cientifico, ao qual nenhum de nós teria tempo, muito menos ânimo para ler, sendo assim vou me ater principalmente a música, vertente que mais me atrai.

Para melhor compreensão faremos um breve resumo do tema. Na época em questão houveram significativos avanços no que diz respeito à musica eletrônica, principalmente por conta da popularização dos computadores pessoais, avanço nos equipamentos de estúdio, como samplers e sintetizadores, e movimentos culturais de forte expressão ao redor do globo.

No contexto atual movimentos como Synthwave, Vaporwave, Lo-fi e artistas como Daft Punk, Kavinsky, Justice, Perturbator, M.O.O.N., Lazerhawk, Miami Nights e tantos outros impulsionados pela internet, são responsáveis por trazer a tona toda a potencia musical que essa década gerou, fazendo leituras do contexto atual por meio da ótica referente a essa década.

Inspirações, referências, visitas, chame como quiser, mas a verdade é que nos últimos anos temos observado uma crescente popularização de aspectos ligados aquela época, que vão muito além da música; artes visuais, jogos, filmes, animações e todo tipo de conteúdo que atualmente se faz popular na rede, possui uma pitada do pó de pirlimpimpim by 80s.

 

Escrito ao som de: Daft Punk – Giorgio by Moroder (Official Audio)

Link: https://youtu.be/zhl-Cs1-sG4

O todo poderoso

Felicidade é; final de tarde, calmaria, minha caneca preferida e uma garrafa de café.

Bom, desde muito pequeno aprendi a gostar de café puro, preto, pois minha intolerância a lactose não perdoava. Em minha família alguns hábitos eram sagrados, como o lanche de final de tarde regado a café, misto quente e bolos, sempre feitos por minha mãe, em grandes tabuleiros, e os quais se tornaram um outro grande amor, o qual discorrerei em outra oportunidade.

O ponto é que a bebida amarga sempre simbolizou um ritual ao longo de minha vida. Era o momento em que tudo parava, sentávamos à mesa e uma áurea de calmaria se formava ao nosso redor. Quando morava com meus pais nunca encarei o momento dessa forma, mas conforme me afastei do ninho, percebi que esse ritual ficou impresso em minha identidade, o que acabei transportando para todos os lugares que passei; a república que morei com amigos em Natal, a casa de meus tios em Brasília, meu apartamento na mesma cidade e agora aqui, em Minas Gerais.

No último ano passei a encarar a bebida, e tudo que a cercava, como um potencial estilo de vida e modelo de negócio. “Porque não transformar minha aptidão em uma forma de faturar uns trocados?”, pensava. Eis que comecei a pesquisar/ experimentar grãos, métodos de infusão, tipo de adoçantes, equipamentos, história e eventualmente cursos.

Estou longe de ser um barista, mas pretendo chegar nesse patamar, e algum dia, quando olhar para trás junto de meus pais, tomando café naquela mesma mesa de granito que testemunhou o surgimento de uma de minhas paixões, vamos rir bastante das dificuldades daquele passado longínquo.

 

Ps: algum dia pretendo elaborar um compilado sobre o grão, métodos e curiosidades 🙂

 

Escrito ao som de: Bag Raiders – Shooting Stars

Link: https://youtu.be/feA64wXhbjo