Claque

Esses dias estava bem feliz por conta de alguns acontecimentos, e decidi passar em um Starbucks. Bem, decepção define, afinal tudo era um tanto sem graça, além do atendimento que deixou a desejar, porém o mais engraçado é que nesse exato momento voltei a outra unidade da rede. Estou sentado, luz direta sob o celular, me ponho a escrever.

Estava comentando com I., o quando sou patético por criticar tanto esse lugar, sendo que agora, poucos dias depois, estou de volta, gostando. “Ah velho, mas você pode mudar de opinião”, pois é, mas deixa eu explicar, não se trata de mudar de opinião. To aqui sentado, me sentindo uma blogayra de filme, com celular em punho e e nariz empinado, desferindo “canetadas” a torto e a direito. Percebe a diferença? O que me agrada é o ‘mise en scene”, o teatro que existe por trás disso aqui.

Café eu tomo em casa ou em outro canto, aqui eu escrevo e amacio meu ego.

Andando por SP nos últimos dias, fui comer em alguns lugares, e chega a ser engraçado o quanto esse teatro se faz presente em meu ramo de atuação. Já vi cada megalomania dentro de salões de restaurantes, que chega a ser curioso, afinal, já pensou em comer ao lado de uma girafa empalhada? Pois é.

Bom, cada um dá a cartada que lhe convém, enquanto isso caminho por essas ruas observando as pessoas no metrô, sentindo o fedor do Rio Pinheiros e afiando meu olhar para algumas pequenezas que me interessam.

 

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