Esses dias têm chovido bastante 

Em frente de casa, bolo de banana à minha esquerda, café à direita e celular em punho, esses últimos dias tem sido no mínimo desgastantes.

Sabe quando você senta, acende um cigarro, respira fundo e se pergunta “por quê?”, pois é, substitua esse cigarro por um café. Eis que estou aqui. Os últimos dias tem sido tão esquisitos que até vídeo do Pondé me peguei assistindo. “Ah, você não gosta do Pondé?”, sinceramente eu nem conheço, mas tenho certa antipatia do cara. Sem julgamentos, ok?

Ontem fiquei sem postar, o que me entristeceu mais ainda, mas se fosse para produzir uma fração de conteúdo com o clima mórbido que me acometera preferi ficar calado, afinal, a própria sabedoria popular certa vez decretou: muito ajuda quem não atrapalha.

Ontem um amigo propôs que tentasse exercitar uma certa blindagem psicológica a qual me explicou. Confesso que concordei com tudo que ele disse, simplesmente porque não havia força dentro de meu corpo para discordar. Tenho certeza que todos já passaram por isso.

“impotência”, por mais bobo que pareça esse termo, de fato ele faz sentido. Lembro que ouvi pela primeira vez em uma aula do Clóvis, sujeito que me agrada aos ouvidos, de forma até meio cômica. O mais engraçado é a forma que ele expõe essa perda ou ganho de potência. Basicamente quando menos potência, menos de você existe dentro de si mesmo, é como se estivesse morto por dentro, sabe? Inclusive esse termo “morto por dentro” parece lema de adolescente chato, estilo os emos em 2005.

Ah, esse texto está meio sem pé nem cabeça, então vou por um meme aqui no final para alegrar a nossa noite de terça. Mais tarde tem Masterchef, que inclusive I. vai me obrigar a assistir. Reclamo mas gosto muito de fazer essas coisas com ela, mesmo à distância.

Vou terminar meu café e segue um meme para  apreciação:

Escrito ao som de: Logic – 1-800-273-8255

Dos chutes na cara que a vida te dá

Bom, estava tudo correndo nos conformes nesse glorioso sabadão. Pena que a vida me avistou e resolveu aplicar um belíssimo wazari, o que resultou em um massacre unilateral da tela de meu computador.

Pois é meus amigos, a vida mandou um recado simples e eficaz, deixando claro que ela não está de brincadeira nesse rolê. É difícil segurar as pontas quando tudo está bem e do nada se leva um revez desse. Praguejei em grego antigo quando vi todos aqueles pixels queimados da pobre tela do meu companheiro.

Nesse momento estou um pouco mais calmo, afinal já bebi o suficiente e ouvi os raps certos, além de um amigo me estimular a escrever, aqui pelo celular mesmo, obrigado Z.

Bom, não vou me delongar muito, mas tenham em mente que as coisas podem sempre piorar, não importa a atual conjuntura da situação, além do que dificuldades são extremamente relativas. Tentem não reclamar tanto, afinal sempre vai existir alguém pior ou melhor que você, eu, e qualquer outra pessoa.

Acho que esse parágrafo acima não é exatamente o melhor para finalizar, entretanto sei que entenderam o recado. Espero que o sabadão de vocês esteja melhor que o meu, da I., ou do Z.

Até mais pessoal, nos vemos quando der 🙂

Escrito ao som de: Post Malone – Go Flex

Mudanças, o combustível da ironia?

 

O simples fato deu estar aqui é uma ironia sem tamanho.

Sabe, sempre fui péssimo quando o assunto era língua portuguesa. Lembro do ensino médio, aquelas aulas de redação durante a tarde, quando me deparava com uma folha em branco e espremia ao máximo minhas idéias, tentando gotejar uma ou duas frases, que magicamente pudessem se transformar no texto que me tiraria daquela lamúria.

É engraçado como a vida foi acontecendo comigo, e provavelmente com você que está lendo este relato. Quantas vezes já se deparou com situações que seriam uma total afronta ao seu “eu do passado”? Claro, é totalmente natural que no processo de crescimento as mudanças sejam implacáveis, entretanto é muito divertido revisitar as próprias memórias e se divertir com a forma que um dia nós mesmos assumimos.

Voltando aos tempos de escola, lembro bem que exatas e ciências da natureza compunham as matérias que dominava com mais facilidade (não o suficiente para ser referência, mas desenrolava bem), e obviamente usei essa aptidão para escolher meu primeiro curso na faculdade. Um erro tão grande que arrepio só de lembrar (rindo de nervoso). Naquela época vivi um período bem complicado, afinal mudar sob condições tão severas pra um adolescente recém saído de casa, aos 18 anos, não era das tarefas mais fáceis.

Tomar no c* ajuda a criar caráter, e faz momentos como esse, de revisitação ao passado ficarem mais gostosos do que nunca. Café acompanha, claro. Inclusive, continuo esse texto depois, o café acabou.

 

Escrito ao som de: Daft Punk – Random Access Memories (Full Album)

Link: https://youtu.be/pSwUztIvlBc