Memória fotográfica – o escuro

Estava aqui pensando e percebi que já deve ter uma semana que não compartilho alguns de meus registros fotográficos. 

Confesso que dessa vez não tive um grande motivador para escrever, mas somente a vontade de compartilhar algumas fotos que julgo não se encaixarem em meu feed do Instagram.

Certamente essa será a fotografia mais recente desse post. Tirada a cerca de dois meses, se trata do galpão de armazenamento de cachaças de um pequeno produtor da bebida aqui das redondezas da cidade. Desde pequeno fui muito curioso para conhecer os pormenores da pré fabricação de produtos do nosso cotidiano, e por mais que a cachaça não seja minha bebida favorita, achei sensacional conhecer às instalações de mais uma produção da bebida, a primeira conheci no agreste potiguar, cachaça maravilhosa e com certificação orgânica.

Pois bem, na ocasião os três barris estavam cheios, e a fazenda estava terminando de colher a produção atual. O que fui procurar em uma fazenda como essa? Cachaça obviamente! Mas em doses que certamente dariam para lavar as escadas do Pelourinho.

Foto tirada em Setembro de 2017.

Essa segunda não faz muito sentido à primeira vista, mas adoro ela, porque se trata do resumo de uma noite de bebedeira ao lado de grandes amigos. Bem, não preciso entrar nos detalhes mais constrangedores, mas naquela noite de verão de 2016+1, juntei com alguns companheiros e como de costume colocamos os papos em dia. Algo que não mencionei, foi que só vejo esses amigos a cada seis meses ou um ano, durante às férias que cada um tem em suas respectivas faculdades, fora isso mantemos contato por meio de um grupo naquele famoso aplicativo de mensagens, o verde, sabe.

Devo registrar também que possuo uma certa inclinação para às artes incendiárias, bem como um ou dois de meus amigos.

Foto tirada em Janeiro de 2017

Bom, essa última se trata de um momento bem simples, porém de muita importância para esse que vos escreve. Estava junto de meu pai. Confesso que não tenho muitos momentos de pai e filho com ele, afinal o patriarca de minha família possui a jornada de trabalho mais incessante que já tive notícias. Ele adora a frase “é luta, meu filho”.

Sendo luta, ou não, tenho muito carinho por essa imagem, afinal ela me lembra de uma ocasião em que estávamos resolvendo assuntos da fazenda, somente eu, ele, a chuva caindo lá fora e umas músicas bem ruins tocando na rádio da cidade.

Curiosidade, esse registro foi feito na mesma ocasião em que fotografei aqueles projetos de galináceos, que figuraram nesse blog alguns posts atrás.

Foto tirada em Janeiro de 2017

Nossa, começou a chover bastante aqui na cidade, alguns companheiros de trabalho estão debruçados em volta de um celular, provavelmente se divertindo com o famigerado ‘humor zap zap’. Enquanto isso sigo ouvindo minhas músicas enquanto revivo mais algumas memórias em minha pasta de fotografias.

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Escrito ao som de: Nick Cave – O Children

Saudades de Casa

Já faz cinco anos que estou longe de casa, os quais me fizeram percorrer três regiões do país e vivenciar situações que sem dúvidas nunca estive preparado. Não pretendo fazer um dossiê a respeito, até porque esse será um tema recorrente. Mas, dar uma pincelada a respeito do que vivo.

Nos últimos anos percebi um novo fenômeno nessas terras, o qual integro até hoje. Me parece que o acesso ao ensino superior engrossou o fluxo migratório de jovens adultos que deixam suas casas para ingressarem na faculdade. No meu caso, deixei a casa de meus pais no norte e me aventurei no nordeste.

Fevereiro de 2013, lembro bem o momento em que coloquei meus pés naquela cidade; era madrugada e tudo parecia infinitamente maior e mais agressivo do que realmente era. Pensei que ter amigos ao meu lado faria tudo ficar mais fácil ou menos difícil. Entretanto, minha estratégia de rpg não deu muito certo, afinal não haviam números que conseguissem derrubar aquele ‘boss’. Não sem o level correto.

Entre idas e vindas vamos ficando mais experientes e aquilo que antes pusera um medo paralisante, hoje parece um desafio a ser transposto. Não pretendo entrar em muitos detalhes nesse post em específico, afinal tenho plena consciência do que muitos vivem, estão por viver ou viveram essa situação. Aqueles que se identificaram, gostaria de mandar forças, afinal sempre tem um ou outro que torce por nosso fracasso.

Sinto que fugi bastante do tema do título. Mas, atualmente já terminei meu curso, depois de algumas muitas mudanças no meio do caminho, e ainda sigo longe de minha própria terra. O engraçado é que não me sinto mais ‘em casa’ na minha cidade natal, ou mesmo naquela em que vivi os últimos anos, que me forjou à ferro e fogo. Aparentemente meu novo desafio é reconstruir essa relação em uma nova cidade. Não faço ideia de como faze-lo, mas sigo em frente junto daqueles que conheci nesta caminhada.

 

Escrito ao som de: Chrono Cross – Abertura (PS1)

Dos chutes na cara que a vida te dá

Bom, estava tudo correndo nos conformes nesse glorioso sabadão. Pena que a vida me avistou e resolveu aplicar um belíssimo wazari, o que resultou em um massacre unilateral da tela de meu computador.

Pois é meus amigos, a vida mandou um recado simples e eficaz, deixando claro que ela não está de brincadeira nesse rolê. É difícil segurar as pontas quando tudo está bem e do nada se leva um revez desse. Praguejei em grego antigo quando vi todos aqueles pixels queimados da pobre tela do meu companheiro.

Nesse momento estou um pouco mais calmo, afinal já bebi o suficiente e ouvi os raps certos, além de um amigo me estimular a escrever, aqui pelo celular mesmo, obrigado Z.

Bom, não vou me delongar muito, mas tenham em mente que as coisas podem sempre piorar, não importa a atual conjuntura da situação, além do que dificuldades são extremamente relativas. Tentem não reclamar tanto, afinal sempre vai existir alguém pior ou melhor que você, eu, e qualquer outra pessoa.

Acho que esse parágrafo acima não é exatamente o melhor para finalizar, entretanto sei que entenderam o recado. Espero que o sabadão de vocês esteja melhor que o meu, da I., ou do Z.

Até mais pessoal, nos vemos quando der 🙂

Escrito ao som de: Post Malone – Go Flex

A madrugada

Chega a ser engraçado o quanto me sinto revigorado durante a madrugada. É como se boa parte daquele cansaço que me acompanhara ao longo do dia, simplesmente fosse dissolvido pela calmaria das primeiras últimas horas. Nem parece que tive um péssimo dia.

A saudade de casa sempre aperta nesses momentos de introspecção. Nunca vi cores tão bonitas quanto as que tingiam os céus daquele pequeno conjunto habitacional que se localiza em meio a uma zona de proteção ambiental.

 

Escrito ao som de: I don’t wanna waste my time – Joji, cantarolada em minha mente.

link: https://youtu.be/UY3mAoqQh0k