Sábado é dia de beber em casa

Já tem cerca de uma hora que estou aqui, curtindo a mim mesmo, conversando com meu irmão e fazendo o título desse texto valer.

Depois que saí de casa as coisas mudaram bastante, descobri que preciso ser feliz sozinho antes de tentar fazer outra pessoa feliz e esse tipo de coisa só veio depois de muito bater a cabeça.

O período que sucedeu minha saída do antro familiar, 2013, foi realmente bem desesperador, afinal era tudo novo, cidade, ‘amizades’, impulsos, vontades e problemas. O problema é que estava acostumado a resolver meus problemas sob uma metodologia específica, que certamente não se aplicava mais aos desafios daquela nova fase.

Depois de mudar de curso umas duas vezes – partindo para a terceira – um graduação e ao menos quatro cidades, em cerca de cinco anos percebi que tudo se foi, exceto eu mesmo. É como se a única constante em minha vida fosse eu mesmo, e por mais óbvio que pareça, é a única verdade.

Estou papeando com meu irmão a respeito e chega a ser engraçado ver ele passando por situações parecidas com as que vivi. Poxa, bate um filme na cabeça, seguido de uma reflexão até chegar ao presente. Pois bem, sei que ele vai conseguir, afinal é muito mais capaz do que eu.

Solidão é barra, mas não é o fim, sempre vai ter uma música boa, uma bebida barata e um pedaço de embutido pra te fazer companhia, acredite.

 

Se teu rolê for mais um rockzin, toma essa playlist então:

 

Cara, confesso que não vejo a hora de ver minha irmã, muito mais nova que eu e meu irmão, se virar sob as mesas condições que eu e ele vivemos.

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5 cuidados para beber um bom vinho.

Os mais observadores devem ter notado que atualmente uma das áreas mais bonitas e bem trabalhadas dos mercados é a sessão de vinhos. E para quem vai em busca desse produto, aquele ambiente se torna confortável , isso porque essa sensação tem um único e simples motivo; escolher o melhor vinho. E assim sucessivamente, ali passamos um tempo maior.

Não pretendo ser muito minucioso, afinal, existem momentos que só queremos sentar e beber, porém existem sim alguns cuidados que podem melhorar bastante a experiencia. Vamos a eles:

Preço

Para começar, vamos deixar claro que bons vinhos não precisam ser necessariamente os mais caros, existem bons produtos em todas as faixas de preço. Nesse aspecto a melhor dica que existe é ‘fique atento as promoções’. Muitas vezes encontrei vinhos de excelência por uma verdadeira pexinxa, com descontos que abatiam até 50/60% do preço. Um abraço para aquela rede de mercados com nome francês.

 Escolha

Bom, nesse aspecto entram muitas variáveis, mas gostaria de me ater principalmente aos tipos de vinho e classificação de uvas.

Primeiramente os tipos de uvas; dê preferência por vinhos que tragam a denominação “Elaborado com uvas viníferas ou viti viníferas”. Por quê? Bom, existem duas classificações para a fruta, as ‘uvas de mesa’ e as ‘viti viniferas’, sendo o segundo grupo ideal para elaboração da bebida.

Dica extra: evite vinhos que possuem adição de açúcar em sua composição. Vide ingredientes.

Armazenamento 

Neste aspecto a ideia é armazenar a bebida em locais frescos, arejados, longe do alcance dos raios solares e na posição vertical, afinal como muitos já sabem, isso evita o ressecamento da rolha.

Lucas, quais as implicações de uma rolha ressecada?

Basicamente vinho e oxigênio não se dão bem, então uma vez ressecada, a rolha cria micro fissuras que fazem o ar entrar em contato com a bebida, causando assim sua oxidação. Basicamente transformando o vinho em vinagre.

Temperatura

Aqui provavelmente temos a parte mais específica de todas, porém como poucas pessoas possuem termômetro para vinho em casa, seremos práticos. Entretanto tenham em mente que a temperatura está ligada a leveza da bebida, sendo os espumantes servidos mais frios, em seguida dos vinhos brancos, roses e por último tintos.

Como é de senso comum, as moléculas olfativas se desprendem por conta do aumento da temperatura, e por serem bebidas mais complexas, não é indicado que se sirva gelado.

Equipamentos

Aqui vou indicar apenas dois equipamentos envolvidos no ritual do vinho. Taça e abridor de garrafas. Podem parecer indicações óbvias, afinal não dá para abrir a garrafa com a força do pensamento e beber com as mãos, mas ouça o que tenho a dizer.

Taças:

São dois tipos que indico, a taça Bordeaux, de haste alongada, bojo menos avantajado e mais cumprido, ideal para vinhos roses, brancos e tintos. A segunda taça é a flute, feita especialmente para espumantes, pois nela se observa a perlage (borbulhas) da bebida com mais facilidade.

Abridor:

Existem três tipos de abridores; o saca rolhas, abridor de dois tempos e o abridor com asas. Indico o segundo, abridor de dois tempos. Afinal, o primeiro e o terceiro não são muito práticos, um deles é muito grande e o outro não possui apoio.

O abridor de dois tempos compila em um único dispositivo a lamina para abrir o lacre da garrafa, saca rolhas, o apoio em duas fases, daí o nome, para abrir a bebida sem muito esforço e alguns ainda possuem abridores de garrafa, para aquela noite que você optou por uma cervejinha, isso tudo por apenas alguns poucos centímetros e preço bem justo.

 

Bom, como minha última dica vou linkar um cd que me acompanhou em muitas garrafas. Saúde!