Ensaio da inconstância 

Hoje cedo acordei e senti falta do sossego

Olho para a frustração que corre por meu corpo

O paraíso não existe, abracei minha sombra

Vivo o emicidio de meus próprios ideais

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A espera deu a luz a tristeza

Que se fez minha maior companheira

Hoje fujo de casa? Não, é um pulo no abismo

Hoje sou trovão. Sou claridão no céu, fogo no chão 

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Quero testemunhar minha própria vitória

Histórias e Pringles de cebola fazem de mim o que sou

Pedágios são como pedaços do sol

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Faço por nós, acima de tudo

Quero encher minha casa, que hoje está vazia

Sinto falta da pequena dose de espresso

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Um 220v em mim mesmo.

Minha vida deu mais uma reviravolta, e por meio deste, venho deixar explícito, para qualquer um, as diretrizes que tenho a obrigação de abandonar ou cultivar nesse novo ciclo. Ah, isso foi ideia de I., devo agradecer a ela antes de mais nada.

Ao som da abertura de Chrono Trigger (PS1), venho apresentar minha nova cartilha para os próximos meses/anos.

O que fazer?

  • Não ter medo das pessoas.
  • Exercitar o corpo.
  • Acreditar em mim mesmo.
  • Dormir bem e na hora certa.
  • Trabalhar.
  • Comprar um PC novo.
  • Juntar dinheiro para cursos e tatoos.
  • Conhecer todos os restaurantes que aconoanho (que não são poucos).

O que não fazer?

  • Acordar tarde.
  • Levar o blog como uma obrigação.
  • Ficar em casa o dia todo.
  • Corpo mole.
  • Beber de mais.
  • Fumar.
  • Me deixar abater.

 

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Sei que parecem ideias muito simples, e de fato são, mas sabendo como eu mesmo funciono, pretendo dar a liberdade a qualquer seguidor do blog, ou amigo, de me lembrar o que realmente importa, e como devo me portar para alcançar meus objetivos.

Estou saindo de MG em direção à SP, me desejem sorte amigos.

 

Escrito ao som de: Chrono Cross Openin

Pensamentos de uma magrudaga: ensaio para o que está por vir?

Esta tem sido uma noite bem agitada, não no sentido físico, mas sim no emocional da coisa.

Enquanto boa parte dos que me rodeiam no círculo das redes sociais estão levandando ao limite o termo sextou, não saí do aconchego de meu quarto, porém se engana caso pense que tive uma noite morna e sem sal. O que quero dizer, é que em meio a essa madrugada, minha vida foi ensaiando o próximo ato.

Entre conversar com amigos, familiares e namorada, atividades não muito profundas e aulas de filosofia em formato pocket, me sinto mais preparado para o que está por vir. 

Conversando com G., um grande amigo, foi levantada a idéia de que “a calmaria se torna esquisita, quando o caos e desordem são a base da normalidade”, e por mais óbvio que pareça, esse estralo representa muito bem o que vivo hoje. Não me sinto à vontade em largar meus problemas atuais, por mais nocivos que sejam, para me agarrar a esperança de uma nova situação. Confuso? É, eu sei.

Olhar para dentro de si mesmo e encontrar as ferramentas para interpretar o contexto em que está inserido, de fato é muito satisfatório, mesmo quando a resolução do conflito se mostra uma desanimadora.

Minha vida inteira se tratou de um ensaio para o momento que vivo hoje, entretanto me sinto tão preparado quanto um recruta que é mandado para a guerra sem treinamento algum.  O mais engraçado é que não importa a situação e o treinamento, nunca consegui encarar de frente o que me era imposto, passar por cima dos problemas como se não fossem grande coisa.

Veja nossos pais, os meus, os seus, certamente quando éramos mais novos e olhavamos para eles resolvendo todo tipo de problemas e impasses com tanta naturalidade, pensávamos que estava tudo sob controle, afinal eles eram como verdadeiros super-heróis que dormiam no quarto ao lado, mas conforme o tempo passa e começamos a mudar nossa ótica de mundo, passamos para o outro lado da situação, o de quem precisa resolver problemas espinhosos sem perder o rebolado. É cômico pensar que nossos pais já estiveram tão perdidos quanto nós!

Dentro de meu peito existe essa salada de sentimentos, a qual esse texto representa um mero adereço em todo o plano, mas acreditem, faz sentido para quem escreve. Lidar com variáveis que fogem totalmente do meu controle, e com verdadeiras provas de caráter, tem sido minha rotina nos últimos tempos, mas acredito que dias melhores estão por vir. Apesar de parecer um clichê de filme romântico.

Peço desculpas por todo esse nó 🙂

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Escrito ao som de: Kendrick Lamar – Alright

Amizade

Ouvir áudio em grupo de aplicativos de mensagens é uma tarefa para a qual não tenho a mínima aptidão!

Estava aqui, nessa madrugada de sexta feira assistindo a mais uma série de gosto duvidoso, dessa vez é a mais nova temporada de The 100, e eis que recebo dois tímidos áudios em um grupo daquele aplicativo de mensagens, o verde. Basicamente ignorei, afinal sou muito inquieto para áudios, ainda mais de longa duração, cerca de um minuto cada um, e acabei só fui dar a devida atenção quando um outro amigo respondeu em baixo. Fiquei curioso e fui ouvi-los.

Fazia muito tempo que não sentia uma angústia tão forte, afinal aqueles dois áudios sintetizavam a relação de amizade que existe entre minha pessoa e meus amigos de escola.

Eu e meus amigos mais próximos não chegamos a estudar todos juntos, existe até uma certa janela de idade entre nós, mas de certa forma nos aglutinamos com uma liga mais forte do que o convívio em sala de aula pode gerar. Nunca fui um cara fácil de socializar, quando mais novo me falavam que isso se devia a cara fechada que eu adorava trajar, e quando envelheci um pouco mais e saí de casa, essa dificuldade persistirá por os mais variados motivos.

Ao longo de minha vida fiz três cursos, em duas faculdades diferentes, arrumei inúmeros empregos e estágios, morei em quatro das cinco regiões do país, mas ainda assim só consegui cultivar poucas amizades realmente duradouras, essas que faço questão de zelar com o devido cuidado. Sou daqueles que prefere qualidade a quantidade, mesmo que nos momentos de solidão eu acabe amargando um pouco essa escolha. O mais engraçado é que neste momento acabo de ter um dos momentos mais doces que uma amizade pode proporcionar: se sentir verdadeiramente querido, mesmo à distância.

Fiquei tão feliz que quando ao menos percebi, estava com a caixa de texto aberta, escrevendo e através do próprio celular. Para quem estava vivendo dias bem difíceis até pouquíssimo tempo atrás, vejo no horizonte sinais de uma boa reação, mesmo que a passos curtos. Até lá, seguramos a barra.

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Escrito ao som de: Post Malone – Go Flex

Memória fotográfica – o escuro

Estava aqui pensando e percebi que já deve ter uma semana que não compartilho alguns de meus registros fotográficos. 

Confesso que dessa vez não tive um grande motivador para escrever, mas somente a vontade de compartilhar algumas fotos que julgo não se encaixarem em meu feed do Instagram.

Certamente essa será a fotografia mais recente desse post. Tirada a cerca de dois meses, se trata do galpão de armazenamento de cachaças de um pequeno produtor da bebida aqui das redondezas da cidade. Desde pequeno fui muito curioso para conhecer os pormenores da pré fabricação de produtos do nosso cotidiano, e por mais que a cachaça não seja minha bebida favorita, achei sensacional conhecer às instalações de mais uma produção da bebida, a primeira conheci no agreste potiguar, cachaça maravilhosa e com certificação orgânica.

Pois bem, na ocasião os três barris estavam cheios, e a fazenda estava terminando de colher a produção atual. O que fui procurar em uma fazenda como essa? Cachaça obviamente! Mas em doses que certamente dariam para lavar as escadas do Pelourinho.

Foto tirada em Setembro de 2017.

Essa segunda não faz muito sentido à primeira vista, mas adoro ela, porque se trata do resumo de uma noite de bebedeira ao lado de grandes amigos. Bem, não preciso entrar nos detalhes mais constrangedores, mas naquela noite de verão de 2016+1, juntei com alguns companheiros e como de costume colocamos os papos em dia. Algo que não mencionei, foi que só vejo esses amigos a cada seis meses ou um ano, durante às férias que cada um tem em suas respectivas faculdades, fora isso mantemos contato por meio de um grupo naquele famoso aplicativo de mensagens, o verde, sabe.

Devo registrar também que possuo uma certa inclinação para às artes incendiárias, bem como um ou dois de meus amigos.

Foto tirada em Janeiro de 2017

Bom, essa última se trata de um momento bem simples, porém de muita importância para esse que vos escreve. Estava junto de meu pai. Confesso que não tenho muitos momentos de pai e filho com ele, afinal o patriarca de minha família possui a jornada de trabalho mais incessante que já tive notícias. Ele adora a frase “é luta, meu filho”.

Sendo luta, ou não, tenho muito carinho por essa imagem, afinal ela me lembra de uma ocasião em que estávamos resolvendo assuntos da fazenda, somente eu, ele, a chuva caindo lá fora e umas músicas bem ruins tocando na rádio da cidade.

Curiosidade, esse registro foi feito na mesma ocasião em que fotografei aqueles projetos de galináceos, que figuraram nesse blog alguns posts atrás.

Foto tirada em Janeiro de 2017

Nossa, começou a chover bastante aqui na cidade, alguns companheiros de trabalho estão debruçados em volta de um celular, provavelmente se divertindo com o famigerado ‘humor zap zap’. Enquanto isso sigo ouvindo minhas músicas enquanto revivo mais algumas memórias em minha pasta de fotografias.

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Escrito ao som de: Nick Cave – O Children

Saudosismo pamonhístico 

Wonderwall ao telefone, tarde nublada, olho através da janela e me sinto um personagem de “imagens Tumblr”.

Baboseiras à parte, essa tarde tem um clima mais gostoso do que as que vivi durante a última semana. Motivo? Bem, acho que provavelmente é porque me desprendi de alguns problemas e estou ouvindo música desde que acordei.

Parece que esse tempo a sós comigo mesmo, em meio ao caos que me rodeia está sendo bem gostoso de viver, afinal, estou sendo um mero espectador. Divertido pra cara$&#, admito.

Nesse momento vieram me entregar uma pamonha. Engraçado porque qualquer pamonha que eu não esteja envolvido no processo de fabricação, acho extremamente esquisito, afinal lá em casa, meu pai trazia um saco de milho e todos debruçavamos em torno daquele mundo de espigas. Eu odiava quando mais novo, afinal dava muito trabalho, mas hoje quando olho para trás, acho o máximo, afinal era um verdadeiro evento familiar, sabe.

Hoje, morando longe de casa, sinto muita saudades de tudo, até mesmo das partes mais difíceis e trabalhosas. Chega a ser engraçado como as coisas funcionam, afinal bem como às pamonhas, haviam muitas outras situações que me tiravam do sério anos atrás, mas conforme as coisas foram desenvolvendo, comecei a sentir falta ate mesmo de meus problemas do passado. Isso sim que é saudosismo, não acham?

Escrito ao som de: Mama – Blue Jonas

Esses dias têm chovido bastante 

Em frente de casa, bolo de banana à minha esquerda, café à direita e celular em punho, esses últimos dias tem sido no mínimo desgastantes.

Sabe quando você senta, acende um cigarro, respira fundo e se pergunta “por quê?”, pois é, substitua esse cigarro por um café. Eis que estou aqui. Os últimos dias tem sido tão esquisitos que até vídeo do Pondé me peguei assistindo. “Ah, você não gosta do Pondé?”, sinceramente eu nem conheço, mas tenho certa antipatia do cara. Sem julgamentos, ok?

Ontem fiquei sem postar, o que me entristeceu mais ainda, mas se fosse para produzir uma fração de conteúdo com o clima mórbido que me acometera preferi ficar calado, afinal, a própria sabedoria popular certa vez decretou: muito ajuda quem não atrapalha.

Ontem um amigo propôs que tentasse exercitar uma certa blindagem psicológica a qual me explicou. Confesso que concordei com tudo que ele disse, simplesmente porque não havia força dentro de meu corpo para discordar. Tenho certeza que todos já passaram por isso.

“impotência”, por mais bobo que pareça esse termo, de fato ele faz sentido. Lembro que ouvi pela primeira vez em uma aula do Clóvis, sujeito que me agrada aos ouvidos, de forma até meio cômica. O mais engraçado é a forma que ele expõe essa perda ou ganho de potência. Basicamente quando menos potência, menos de você existe dentro de si mesmo, é como se estivesse morto por dentro, sabe? Inclusive esse termo “morto por dentro” parece lema de adolescente chato, estilo os emos em 2005.

Ah, esse texto está meio sem pé nem cabeça, então vou por um meme aqui no final para alegrar a nossa noite de terça. Mais tarde tem Masterchef, que inclusive I. vai me obrigar a assistir. Reclamo mas gosto muito de fazer essas coisas com ela, mesmo à distância.

Vou terminar meu café e segue um meme para  apreciação:

Escrito ao som de: Logic – 1-800-273-8255